Bloomberg Línea — O dólar avançava nesta quarta-feira (31), prolongando a alta da semana anterior e operando perto de R$ 5,19, em dia de mercados mistos no Brasil e no exterior.
O Ibovespa (IBOV) recuava levemente no início do pregão, indo na contramão do exterior, que enxuga a aversão ao risco da semana.
O movimento por aqui era liderado pelas quedas de JHSF (JHSF3) e Engie Brasil (EGIE3), que recuavam 0,49% e 0,05%, respectivamente, enquanto SLC Agrícola (SLCE3) liderava as altas.
A China, maior compradora de soja do mundo, intensificou as importações para atender à crescente demanda antes de um período sazonalmente forte para o consumo.
Empresas chinesas encomendaram pelo menos 40 carregamentos dos EUA, Brasil e também da Argentina apenas nas últimas duas semanas, segundo pessoas familiarizadas com as transações. Os compradores buscam aproveitar margens de processamento melhores e recompor estoques antes dos festivais chineses que vão do outono, que começa mês que vem no hemisfério norte, até o Ano Novo Lunar, disseram as pessoas, que pediram para não serem identificadas.
Confira o desempenho dos mercados nesta quarta-feira (31):
- Por volta das 10h20 (horário de Brasília), o Ibovespa recuava 0,44%, aos 109.949 pontos;
- O dólar à vista subia 1,31%, a R$ 5,19;
- Nos EUA, os índices futuros subiam: o Dow Jones avançava 0,38%, o S&P 500, 0,60%, enquanto o Nasdaq subia 1,02%;
- Na Europa, as bolsas operavam em alta, em sua maioria. O índice Dax, da Alemanha, subia cerca de 1,5%, por exemplo.
Cenário externo
As ações ao redor do mundo operavam mistas nesta quarta-feira (31), com a maioria dos índices caminhando para uma queda mensal na esteira dos receios sobre a economia à medida que os bancos centrais aumentam as taxas de juros ao redor do mundo. As ações europeias reverteram os ganhos anteriores para negociar no nível mais baixo em mais de seis semanas após mais um recorde de inflação na Zona do Euro.
Dados robustos de demanda por mão de obra e confiança do consumidor dos Estados Unidos contribuíram para a expectativa de aumentos acentuados das taxas de juros para combater a inflação, enquanto autoridades do Federal Reserve, o banco central americano, reiteraram a determinação em conter as pressões sobre os preços.
O petróleo caminhava para uma terceira queda mensal - a mais longa perda em mais de dois anos - afetado pela probabilidade de crescimento global mais lento. O gás natural europeu avançava após uma queda de dois dias, com traders avaliando os riscos para os suprimentos russos contra os esforços do continente para conter a crise de energia.
-- Com informações da Bloomberg News
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