Alívio da inflação e 4 assuntos do Brasil e do mundo

Confira os principais tópicos que vão marcar o sentimento dos mercados nesta quarta-feira (24)

O maior peso da deflação veio principalmente pela queda dos preços da gasolina, com retração de -16,80% em agosto, de acordo com o IBGE

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Bloomberg Línea — Com poucos indicadores econômicos relevantes esperados para esta quarta-feira (24), o destaque fica com a divulgação do Índice de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), que mostrou o maior recuo mensal desde o início da série histórica, em 2000. Enquanto isso, lá fora o mercado opera com maior cautela, à espera do discurso de Jerome Powell na próxima sexta.

Veja as outras notícias que devem impactar os mercados nesta quarta-feira (24):

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1. Retração nos preços

O IBGE divulgou nesta manhã os números do Índice de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), que mostraram uma retração de 0,73% no mês de agosto - o maior recuo mensal desde o início da série histórica, em 2000. Esta é a primeira vez que o índice registra deflação mensal desde maio de 2020.

Em 12 meses, o acumulado caiu para 9,60% em agosto, contra 11,39% em julho. O resultado ficou acima da previsão de analistas do mercado financeiro, que estimavam um IPCA-15 de -0,82% no mês, de acordo com pesquisa da Bloomberg. O maior peso da deflação veio principalmente pela queda dos preços da gasolina, com retração de -16,80% no mês, de acordo com o IBGE.

2. Alerta da ONU

As autoridades da Organização das Nações Unidas (ONU), alertaram na terça para os riscos de uma tragédia nuclear na usina de Zaporizhzhia, na Ucrânia, que foi ocupada pela Rússia em março deste ano, embora técnicos locais ainda tenham o controle das instalações.

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A entidade pediu a retirada imediata das tropas do local e também a desmilitarização da área, isso porque os combates perto da maior usina nuclear da Europa aumentaram os temores de um acidente nuclear sem precedentes. Rosemary DiCarlo, chefe de assuntos políticos e de construção da paz da ONU, disse que “qualquer dano potencial a Zaporizhzhia é suicida.”

3. Mercados

Os mercados seguem o tom de cautela na manhã desta quarta-feira, oscilando entre perdas e ganhos, à espera do discurso de Jerome Powell, presidente do Federal Reserve, o BC americano, na sexta-feira (26) durante o simpósio de Jackson Hole. Ontem, o presidente do Fed de Minneapolis, Neel Kashkari, reforçou o compromisso do banco central americano de controlar a inflação por meio do aperto da política monetária, e afirmou que seu maior medo é que a persistência das pressões sobre os preços seja subestimada, o que deixou os investidores mais hesitantes.

Perto das 9h00 os futuros americanos viraram e passaram a subir, com o Dow Jones subindo 0,06%, o S&P 0,17%, e o Nasdaq, 0,23%. Na Europa, os índices operavam sem uma direção única definida. O Stoxx600 subia 0,13%, e o FTSE, de Londres, caía 0,26%. Enquanto isso, o Dollar Index, que compara a moeda americana a uma cesta de outras moedas, sobe 0,18%.

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4. Manchetes do dia

  • Estadão: Contas em dólar se multiplicam no País e podem reduzir gastos em viagens em até 10%; confira prós e contras
  • Folha de S. Paulo: Ordem controversa do STF contra bolsonaristas acirra clima entre Poderes
  • O Globo: ‘Vocês têm que se defender’, disse Bolsonaro a empresários após operação da PF
  • Valor: Desajuste fiscal pode custar R$ 430 bilhões em 2023

5. Agenda

A agenda do dia é mais enxuta, mas reserva dados importantes, a começar pelo IPCA-15 de agosto, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, considerado como uma prévia oficial da inflação, e que mostrou recuo de 0,73% em agosto.

Lá fora, nos EUA, saem os números dos pedidos de bens duráveis de julho, das vendas pendentes de moradias também de julho, e dos estoques de petróleo bruto.

E também...

Os preços do petróleo sobem pelo segundo dia consecutivo, seguindo os dados de um relatório do setor que indicaram uma baixa nos estoques dos Estados Unidos. Ontem, os contratos para ambos os petróleos dispararam, depois que a Arábia Saudita sugeriu que a Opep, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo, poderia cortar sua produção em resposta à baixa liquidez no mercado futuro e também aos temores de uma desaceleração econômica global.

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Às 8h30, o petróleo tipo Brent subia 0,99%, a US$ 101,19 o barril, e o WTI avançava 0,90%, a US$ 94,59.

- Com informações da Bloomberg News

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