Bloomberg Línea — Bom dia! Este é o Breakfast - o seu primeiro gole de notícias. Uma seleção da Bloomberg Línea com os temas de destaque no mundo dos negócios e das finanças.
A economia está mostrando sinais de desaceleração ou ainda são necessários novos aumentos de juros para conter a inflação persistentemente alta? A dúvida permeia entre investidores ao redor do globo que acompanham de perto dados econômicos em busca de respostas - e que, nesta segunda-feira (22), amanhecem em aversão ao desenharem a semana à frente.
🔎 Com temores de uma recessão sendo renovados a cada semana e contribuindo para a queda do mercado de ações, os investidores buscam sinais sobre os próximos passos do Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos, no simpósio anual de Jackson Hole.
O evento, que vai acontecer na próxima sexta (26), reúne os principais formuladores de políticas de todo o mundo e foi usado no passado pelos presidentes do Fed como um local para fazer anúncios de políticas importantes.
🦅 Para economistas consultados pela Bloomberg News, o presidente do Fed, Jerome Powell, pode reiterar sua mensagem de tom mais hawkish - isto é, favorável a juros mais altos.
Marko Kolanovic, estrategista do JPMorgan (JPM), por sua vez, defende que o Federal Reserve poderia perturbar os mercados financeiros ao se tornar muito agressivo logo antes das eleições de meio de mandato nos EUA. Para ele, a inflação, pressionada pelo superciclo das commodities e pela recuperação pós-covid, deve recuar naturalmente com o passar do tempo.
“Dado o atraso necessário para que os aumentos das taxas funcionem no sistema, e com apenas um mês antes de importantes eleições nos EUA, acreditamos que seria um erro para o Fed aumentar o risco de política hawkish, colocando em perigo a estabilidade do mercado.”
⇒ Leia mais sobre a reunião de Jackson Hole: Até onde vão os juros nos EUA? Powell dará mais sinais na reunião de Jackson Hole
⇒ Entenda a avaliação do estrategista do JPMorgan aqui: Estrategista do JPMorgan defende compra de ações na baixa e alerta para erro do Fed
Na trilha dos Mercados
Os mercados iniciam a semana no vermelho, com investidores na Europa antecipando mais altas de juros e os futuros americanos em queda, seguindo o sentimento de aversão ao riso.. No encontro, de 25 a 27 de agosto, os investidores estarão atentos às percepções dos formuladores de políticas monetárias para medir a trajetória do Fed, que define o caminho dos juros norte-americanos na reunião de 20 e 21 de setembro.
🗡️ Enquanto uns cortam. A China cortou, mais uma vez, as principais taxas de empréstimo do país. As medidas são vistas como uma tentativa de reviver a demanda por crédito e estimular a economia prejudicada por longos lockdowns de covid e problemas de dívida imobiliária. O Banco Popular da China cortou sua taxa básica de empréstimo de cinco anos em 15 pontos base para 4,30%, de 4,45%, e reduziu sua taxa básica de empréstimo de um ano em 5 pontos base, para 3,65%.
Para cima ⬆️ O presidente do Bundesbank, o banco central alemão, Joachim Nagel, disse ao jornal Rheinischen Post que o Banco Central Europeu deve continuar aumentando as taxas de juros, já que a inflação permanecerá desconfortavelmente alta ao longo de 2023 - mesmo que uma recessão na Alemanha seja cada vez mais provável.
🚢 Mais pressão na inflação. Os quase 2.000 trabalhadores do maior porto de contêineres do Reino Unido, o Felixstowe, iniciaram o que dizem ser uma greve de oito dias, tornando-se os mais recentes trabalhadores do país a tomar medidas para exigir salários mais altos em meio ao aumento da inflação e ao aumento do custo de vida. O impacto na economia mundial pode ser de US$ 800 milhões, segundo a Bloomberg News. O índice FTSE, de Londres, recuava 1,61%.
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🟢 As bolsas na sexta-feira: Dow Jones Industrials (-0,86%), S&P 500 (-1,29%), Nasdaq Composite (-2,01%), Stoxx 600 (-0,77%), Ibovespa (2,04%)
As bolsas em Wall Street quebraram o rali semanal mais longo desde novembro passado, com os vendedores a descoberto ressurgindo e os investidores ficando cautelosos depois que autoridades do Federal Reserve reforçaram o tom de elevação das taxas. Os rendimentos dos títulos do Tesouro americano subiram, enquanto o dólar encerrou sua melhor semana desde abril de 2020.
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No radar
Esta é a agenda prevista para hoje:
• Brasil: Boletim Focus
• EUA: índice de atividade nacional Fed Chicago (julho)
• Europa: Alemanha (Relatório mensal do Banco Central da Alemanha)
• América Latina: Argentina: Balanço Comercial
• Balanços: Afya
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