Inflação desacelera nos EUA e outros 4 assuntos do Brasil e do mundo

Confira os principais tópicos que vão marcar o sentimento dos mercados nesta quinta-feira (11)

Nos EUA, o índice de preços ao produtor desacelerou para 0,5% em julho, na comparação com o mês anterior

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Bloomberg Línea — O dia começa com os mercados atentos aos números do índice de preços ao produtor dos Estados Unidos, que vieram abaixo do esperado. Ontem, a divulgação dos preços ao consumidor norte-americano também surpreendeu positivamente todo o mercado, com sinais de que a inflação pode ter atingido e deixado o pico de alta.

No cenário doméstico, o destaque vem do setor de serviços, que avançou 0,7% em junho. A quinta-feira também reserva uma agenda de balanços bastante carregada por aqui.

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Veja as outras notícias que devem impactar os mercados nesta quinta-feira (11):

1. Trégua nos preços

A inflação no atacado caiu 0,5% em julho nos Estados Unidos, em mais um sinal consecutivo de uma desaceleração dos aumentos de preços no país. Esta é a primeira queda em dois anos, de acordo com o Bureau of Labor Statistics, agência do governo americano.

De acordo com a agência, o índice subiu 9,8% em uma base anual, a menor taxa desde outubro do ano passado. A maior parte da queda dos preços veio da energia, que recuou 9% no atacado.

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2. Serviços

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, IBGE, divulgou nesta manhã o número do volume do setor de serviços brasileiro, que registrou alta de 0,7% em junho na comparação com o mês anterior - melhor do que o esperado pelo mercado, que estimava um crescimento de 0,5%.

Se comparado com junho do ano passado, a alta é de 6,3%. Com isso, de acordo com o IBGE, o setor está 7,5% acima do nível pré-pandemia, em fevereiro de 2020, ainda que 3,2% abaixo do nível mais alto da série histórica, em novembro de 2014.

3. Mercados

Os futuros americanos estendem os ganhos do dia anterior e sobem nesta manhã, depois da divulgação do relatório de inflação melhor do que o esperado, renovando o apetite por risco - o que também deve resvalar no fôlego por aqui. O Dow Jones futuro subia 1,63% antes da divulgação do do índice de preços ao produtor, assim como o S&P, alta de 2,13%, e o Nasdaq, que sobe 2,89%.

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Na Europa, os principais índices operam em direções mistas, enquanto os investidores reavaliam suas expectativas de política monetária depois da divulgação do relatório de inflação americano abaixo do esperado. Além disso, os investidores também digerem uma série de balanços corporativos locais. O FTSE, de Londres, recua 0,34%, enquanto o Stoxx600 sobe 0,06%.

Já o Dollar Index, que compara a moeda norte americana com uma cesta de outras moedas, caía 1,19%.

4. Manchetes do dia

  • Estadão: Carta pela democracia: atos simultâneos são esperados em todo o Brasil
  • Folha de S. Paulo: Mobilização democrática é reação à escalada golpista de Bolsonaro
  • O Globo: Ceperj pediu à Fazenda para pagar funcionários na boca do caixa até o fim do período eleitoral
  • Valor: Crise na logística global dá trégua, mas frete segue elevado

5. Agenda

O destaque do dia vem mais uma vez dos Estados Unidos. Às 9h30, no horário de Brasília, saíram os números do índice de preços ao produtor (PPI) do país, que mostraram que os preços no atacado caíram 0,5% em julho. Ontem, a divulgação dos preços ao consumidor norte-americano também surpreendeu positivamente todo o mercado.

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Já os pedidos de seguro-desemprego semanal dos EUA, que também saíram hoje, mostraram alta pela segunda semana e ficaram perto do nível mais alto desde novembro, de acordo com informações da Bloomberg.

Enquanto isso, a temporada de balanços vai perdendo força nos EUA, uma vez que mais de 90% das companhias listadas já informaram seus resultados. Porém, no Brasil, o dia concentra uma programação de balanços agitada, com destaque para Azul, Bradespar e Vivara antes da abertura do mercado. No pós-mercado, os destaques são Americanas, Arezzo, B3, BMG, BR Properties, brMalls, CCR, Cogna Educação, CPFL Energia, Cyrela, Dasa, Enauta, Energisa, Eneva, Enjoei, BS, JHSF, Magazine Luiza, Marisa, Natura, Oi e outros.

E também...

Os preços do petróleo subiam nesta manhã, depois que a Agência Internacional de Energia (IEA, na sigla em inglês) elevou a previsão de crescimento da demanda global para 2022, já que a disparada dos preços do gás natural e as intensas ondas de calor no Hemisfério Norte levam a indústria e os geradores de energia optarem pelo petróleo.

Mais cedo, a agência de energia do governo dos EUA reportou uma queda maior do que o esperado dos inventários de gasolina, além de um aumento da utilização das refinarias. Perto das 8h20, o petróleo tipo WTI era negociado em alta de 0,83%, a US$ 92,67 o barril, enquanto o petróleo tipo Brent subia 0,68%, a US$ 98,07 o barril.

--Com informações da Bloomberg News

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