Expectativa para inflação e outros 4 assuntos do Brasil e do mundo

Confira os principais tópicos que vão marcar o sentimento dos mercados nesta segunda-feira (1)

As expectativas para a inflação e o PIB melhoram para 2022, mas pioram para 2023, de acordo com o Focus
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Bloomberg Línea — O mês de agosto começa com uma semana carregada de decisões e dados importantes, com destaque para a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) na quarta-feira (3), que decide ou não sobre um novo reajuste para a taxa básica de juros, a Selic, além do Payroll, o relatório de empregos dos Estados Unidos, na sexta-feira (5).

No Brasil, o relógio corre rumo às eleições de outubro, com o Congresso retomando os trabalhos hoje depois do recesso parlamentar. Agora, deputados e senadores têm até 7 de agosto para aprovar medidas provisórias - caso contrário, elas perderão a validade.

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Veja as outras notícias que devem impactar os mercados nesta segunda-feira:

1. Inflação e PIB

A nova atualização semanal do relatório Focus, divulgado na manhã de hoje pelo Banco Central, traz novas projeções para a inflação e para o PIB do Brasil. O levantamento com mais de 100 instituições financeiras mostra que estimativa para o IPCA caiu de 7,30% na semana passada para 7,15% agora. Para o próximo ano, no entanto, a projeção foi revisada de 5,30% para 5,33%, dando sequência a 17ª semana seguida de alta para as estimativas da inflação em 2023.

Já a previsão para o crescimento do PIB, Produto Interno Bruto, de 2022, passou de de 1,93% para 1,97%, enquanto a estimativa para 2023 recuou de 0,49% para 0,40%. As estimativas mistas podem ser lidas como consequência das medidas aprovadas recentemente pelo Congresso Nacional a menos de 70 dias das eleições, que podem ter efeitos benéficos no curto prazo, mas podem piorar a inflação no médio e longo prazo.

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Os entrevistados mantiveram as projeções para o câmbio e para a taxa Selic em R$ 5,20 e 13,75% ao ano, respectivamente.

2. IPI reduzido

O governo brasileiro oficializou a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) em até 35%, com efeito sobre produtos não fabricados na Zona Franca de Manaus, e que deve atingir pelo menos 4 mil produtos não fabricados na região. O texto também inclui a redução do imposto sobre automóveis de 18% para 24,75%.

De acordo com o ministério da Economia, o novo decreto visa preservar a competitividade dos itens produzidos na Zona Franca. O decreto foi publicado pelo governo federal na última sexta-feira (29).

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3. Mercados

O futuro do índice Dow Jones caía 0,02%, o S&P recuava 0,13%, enquanto o Nasdaq tinha queda de 0,05%, com os investidores aguardando mais uma semana carregada de resultados corporativos e dados econômicos. O dólar também caía em relação a uma cesta de pares.

Na Europa, os investidores digeriam uma nova rodada de balanços corporativos, e os mercados operavam com maior cautela. Ainda assim, o Stoxx600 tinha alta de 0,33%, e o FTSE subia 0,55%. Os mercados da região fecharam o mês de julho em alta na última semana, e registraram seu melhor mês desde novembro de 2020.

4. Manchetes do dia

  • Estadão: Medidas eleitorais vão tirar R$ 281 bilhões do caixa dos governos em 2023
  • Folha de S. Paulo: Bolsonaro escolhe juízes para o STJ e expõe vitória de Kássio e derrota de Gilmar
  • O Globo: Valor do aluguel sobe quase o dobro da inflação; veja quanto ficou nas capitais
  • Valor: Troca de lojas no varejo movimenta até R$ 5,35 bi

5. Agenda

A primeira semana de agosto reserva indicadores econômicos e resultados corporativos importantes. Números do Purchasing Manager’s Index, PMI, que mede a atividade econômica, saem às 10h (horário de Brasília), enquanto a balança comercial semanal sai às 15h.

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No calendário de resultados local do dia, destaque para os resultados da TIM Brasil (TIMS3) após o fechamento do mercado.

Lá fora, às 5h saíram os números do PMI da Zona do Euro, que mede a atividade manufatureira, e que mostrou um recuo para 49,8 ante 52,1, além da taxa de desemprego para a Zona do Euro em junho, às 6h, que ficou estável em 6,6% no mês. Serão divulgados ainda os números do PMI industrial final e PMI composto de julho dos EUA às 10h45, e os números de Investimentos em construção para o mês de julho no país, às 11h.

E também...

As cotações do petróleo operam em queda nesta manhã, com o mercado à espera da reunião da Opep+ na quarta-feira (3), que pode reservar consequências para o mercado petrolífero, e seguindo também preocupações com a demanda. O petróleo tipo WTI recuava 2.04% às 8h50, a US$ 96,59 o barril, e o tipo Brent caía 1,62%, a US$ 102,70 o barril.

O bitcoin também caía depois de atingir os níveis mais altos desde meados de junho no último sábado, em meio ao otimismo de que o mercado pode ter se recuperado de seus piores níveis. A principal criptomoeda era negociada na faixa dos US$ 23 mil, queda de 2,63% no começo desta manhã.

--Com informações da Bloomberg News

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