Bloomberg — A taxa de desemprego no Brasil caiu pelo quarto mês consecutivo, o que contribui para uma série de avanços no mercado de trabalho antes das eleições presidenciais de outubro.
Dados oficiais divulgados nesta sexta-feira (29) pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (PNAD) mostraram que o desemprego caiu para 9,3% no compilado do último trimestre que se encerrou em junho, correspondendo às estimativas de economistas consultados pela Bloomberg. Este número é o mais baixo desde o final de 2015.

O presidente Jair Bolsonaro tem lutado para tentar revigorar a maior economia da América Latina e diminuir a lacuna que o mantém atrás do candidato favorito nas pesquisas de intenção de voto, Luiz Inácio Lula da Silva. Apesar do sólido crescimento do emprego no primeiro semestre do ano, os trabalhadores seguem espremidos pelos elevados custos de empréstimos e por uma inflação que já ultrapassou os 11%.
Nas últimas semanas, o presidente Bolsonaro apoiou medidas para reduzir os custos dos combustíveis, enquanto o Congresso aprovou um pacote de ajuda bilionário que estende um auxílio em dinheiro aos mais pobres. Até agora, no entanto, as medidas ainda não aumentaram significativamente a posição do atual presidente e candidato à reeleição nas principais pesquisas de opinião.
O número de pessoas empregadas foi de 98,3 milhões, o nível mais alto da série desde 2012, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
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