Bloomberg — Esta quinta-feira (14) começa com mais uma manhã de quedas para o mercado acionário, repercutindo o sentimento depois da divulgação dos dados de inflação ontem acima do esperado nos Estados Unidos. Enquanto isso, o dólar continua subindo, o que levou o euro a atingir paridade com a moeda mais uma vez.
1. Inflação no radar
Autoridades do Federal Reserve, o banco central americano, podem discutir uma alta histórica de 100 pontos-base ainda neste mês, depois da inflação dos Estados Unidos de junho superar todas as expectativas. A presidente do Fed de Cleveland, Loretta Mester, disse que as autoridades devem aumentar a taxa em pelo menos 75 pontos-base. Os comentários vêm na esteira do aumento das taxas por margens maiores do que o esperado por bancos centrais de todo o mundo.
2. Domínio do dólar
A força do dólar fez sua última vítima, forçando o euro a atingir paridade com a moeda pela primeira vez em 20 anos. O declínio do euro veio seguido de uma economia fraca, diferenciais desfavoráveis de taxas de juros – já que o Banco Central Europeu está atrasado em rever a taxa básica de juros, em relação ao Federal Reserve – e da crise energética na Europa. A crise promete piorar em vez de melhorar, e o outro risco de curto prazo é que a Rússia pode se recusar a colocar um importante gasoduto em operação na próxima semana, depois de uma manutenção planejada.
3. Crise das criptos
O credor de criptomoedas Celsius Network entrou com pedido de falência sob o Capítulo 11 da Lei de Falências dos EUA. Esta é a mais recente vítima de um colapso de US$ 2 trilhões que eliminou alguns dos maiores nomes do setor e expôs centenas de milhares de investidores individuais a enormes perdas. A empresa acumulou mais de US$ 20 bilhões em ativos oferecendo taxas de juros de até 18% aos depositantes antes de suspender todos os saques em junho em meio ao pânico no setor.
Enquanto isso, o custo de produção do Bitcoin caiu de cerca de US$ 24 mil no início de junho para cerca de US$ 13 mil agora, o que pode ser visto como negativo para os preços, de acordo com o JPMorgan (JPM). Nesta quinta-feira, o bitcoin era negociado ainda abaixo da faixa dos US$ 20 mil.
4. Futuros em queda
Os futuros das ações americanas caíam nesta manhã e o dólar retomou a alta depois que os números de inflação alimentaram as expectativas de um aperto monetário mais agressivo pelo Federal Reserve, o que poderia desencadear uma recessão. O dólar subiu enquanto o iene caiu, o euro permaneceu próximo da paridade e os rendimentos do Tesouro avançaram.
A reversão entre os rendimentos de dois e dez anos - indicador de uma possível recessão - é a mais acentuada desde os anos 2000. O petróleo tipo Brent caiu mais de 2% para cerca de US$ 97 o barril, perto do nível mais baixo em quatro meses.
5. Também hoje...
Os resultados dos bancos de Wall Street para o segundo trimestre começam hoje com as divulgações do JPMorgan e do Morgan Stanley. No caso do JPMorgan, os lucros ficaram aquém das expectativas dos analistas, o que contribuiu para que as ações do banco despencassem no pré-mercado. Entre os dados esperados para o dia estão os pedidos semanais de seguro-desemprego dos EUA e os saldos de moeda e ouro da Rússia.
Enquanto isso, o Twitter (TWTR) apresentava instabilidades no início da manhã, com alguns usuários relatando problemas para acessar o aplicativo de postagens instantâneas. O pico de reclamações, conforme a plataforma Downdetector, foi às 9h, horário de Brasília.
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