Bloomberg Línea — O Ibovespa (IBOV) encerrou o pregão desta terça-feira (12) próximo da estabilidade, negociado na casa dos 98 mil pontos, amenizando os ganhos após uma piora de humor em Wall Street. Os investidores monitoraram hoje o avanço da covid na China, perspectivas de uma desaceleração econômica e o início da temporada de resultados corporativos nos Estados Unidos.
O sentimento de aversão ao risco contribuiu para uma nova alta do dólar, que negociava a R$ 5,44 próximo do fechamento. Enquanto isso, o euro chegou a um ponto de paridade com o dólar antes de se recuperar para apagar as perdas do dia.
Na Bolsa, as maiores altas vieram das ações das varejistas Magazine Luiza (MGLU3), com alta de 11,41%, Via (VIIA3), com ganhos de 9,44%, e Americanas (AMER3), que teve alta de 8,26% na B3 nesta terça.
Do lado das baixas, 3R Petroleum (RRRP3) recuou 6,46%, SLC Agrícola (SLCE3) caiu 6,19%, enquanto Pão de Açúcar (PCAR3) cedeu 3,42%.
Entre as commodities, o preço do minério de ferro caiu para o nível mais baixo em sete meses, com temores de que a China possa impor novas restrições rígidas de atividade e circulação de pessoas para combater a pandemia, o que prejudicaria a demanda por aço para construção.
Os alertas sobre uma recessão também levavam a uma forte queda do petróleo nesta terça, que fechou abaixo de US$ 100 o barril, contribuindo para baixas de até 1,96% nos papéis da Petrobras (PETR3; PETR4).
Confira como fecharam os mercados nesta terça-feira (12):

Bolsas dos EUA
Nos Estados Unidos, as ações caíram antes da divulgação de um importante relatório de inflação, com a inversão da curva do Tesouro se aprofundando para níveis vistos pela última vez em 2007, diante de temores de que os aumentos das taxas levem a economia a uma recessão.
Economistas dizem que a inflação se manteve aquecida em junho, atingindo um pico que manterá o Federal Reserve preparado para outra grande alta. O índice de preços ao consumidor, que será divulgado nos EUA amanhã, provavelmente subiu 8,8% em relação ao ano anterior, marcando o maior salto desde 1981, de acordo com a previsão mediana em uma pesquisa da Bloomberg.
No calendário de balanços americanos, os bancos JPMorgan Chase (JPM), Morgan Stanley (MS), Wells Fargo (WFC) e Citigroup (C) divulgarão seus resultados no final da semana.
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