Dólar em alta e outros 4 fatos para começar o dia

Veja os assuntos que devem marcar o sentimento dos mercados ao redor do mundo nesta terça-feira (5)

Billete de US$100
Por Bloomberg News - Heather Burke
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Bloomberg — A terça-feira (5) começa de olho na escalada do dólar em relação aos seus principais pares. Já no mercado de ações, queda nos futuros americanos e também nos principais índices europeus. Já o bitcoin voltou a cair e é negociado abaixo dos US$ 20 mil mis uma vez. Na agenda local, dados da indústria e olhos atentos aos desdobramento da chamada ‘PEC da Bondade’, que amplia benefícios sociais.

1. Dólar em alta

O dólar voltou a subir em relação à maioria de seus pares, registrando ganhos de mais de 1% em relação ao euro e às moedas nórdicas, com investidores colocando na balança as consequências de uma desaceleração da economia mundial. O euro caiu para seu nível mais baixo desde 2002 devido à preocupação de que o Banco Central Europeu (BCE) possa não aumentar as taxas tanto quanto o esperado, deixando a moeda exposta aos diferenciais das taxas de juros.

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2. Negociações

Autoridades chinesas e norte-americanas discutiram sanções econômicas e tarifas em meio a relatos de que o presidente dos EUA, Joe Biden, está tentando reverter algumas das taxas comerciais impostas pela administração anteriormente. Enquanto que tarifas mais baixas sobre produtos chineses importados teriam algum efeito nos preços ao consumidor americano, analistas sugerem que a mudança seria modesta, enquanto a Barclay’s prevê um declínio pontual na inflação de 0,3 pontos percentuais. A economia global em geral parece mais preocupada com a possibilidade de uma recessão do que com a flexibilização de algumas medidas comerciais. Os metais industriais absorveram o peso deste sentimento, com o cobre caindo para um novo mínimo de 17 meses na manhã de hoje.

3. Indústria

A produção industrial cresceu 0,3% no Brasil em maio na comparação com o mês de abril, de acordo com os dados da Pesquisa Industrial Mensal (PIM) divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta manhã. Esta é a quarta alta consecutiva e, em relação ao maio de 2021, a alta registrada foi de 0,5%. Ainda assim, os níveis seguem abaixo do padrão registrado antes da pandemia. No ano, a indústria brasileira acumula alta de 2,6%. Porém, em 12 meses, a queda acumulada é de -1,9%.

Ainda no cenário local, os investidores monitoram os desdobramentos da PEC que amplia benefícios sociais, aprovada pelo Senado na última semana e que segue para análise da Câmara.

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4. Mais quedas

As ações caíam acentuadamente no pré-mercado de hoje, e vários índices europeus seguiam o mesmo caminho, caindo mais de 1%. Nos EUA, os futuros do S&P e do Nasdaq caíram mais de 1%. Na outra ponta, o franco suíço e o iene japonês apresentarem os melhores desempenhos à vista entre as moedas do G10. Os títulos europeus avançaram e os rendimentos alemães de dois anos caíram 7 pontos base, inclinando a curva. Os preços do petróleo Brent recuavam e eram negociados perto de US$ 113 o barril após a Arábia Saudita elevar seus preços para o principal mercado da Ásia, enquanto o ouro enfraqueceu para cerca de US$ 1.800 a onça, e o bitcoin caiu abaixo de US$ 20 mil mais uma vez.

5. Também hoje...

Entre os dados econômicos de hoje, destaque aos últimos dados de pedidos de bens duráveis e aos pedidos de fábricas para maio dos EUA, às 11h no horário de Brasília. Já os bancos centrais estão mais calmos: Silvana Tenreyro, do Banco da Inglaterra, fala às 13h30 sobre o papel dos bancos centrais na transformação das interações da política monetária e fiscal. No mundo corporativo, a Ford (F) divulga seus números de vendas referentes a junho.

– Esta notícia foi traduzida por Melina Flynn, Content Producer da Bloomberg Línea.

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