Bloomberg — Os preços do petróleo oscilavam com traders tentando lidar com as preocupações de recessão da demanda que uma desaceleração global poderia trazer ao mercado, apesar dos contratos físicos ainda estarem fortemente competitivos.
Os futuros do West Texas Intermediate negociavam abaixo de US$ 108 o barril, tendo anteriormente superado US$ 109, com os volumes de negociação reduzidos pelo feriado de 4 de julho dos EUA.
O petróleo foi atingido no mês passado por sinais de uma recessão iminente, mas as interrupções no fornecimento principalmente na Líbia compensaram parte da fraqueza.
O petróleo continua com alta de mais de 40% acumulada este ano depois de ser impulsionado pela guerra na Ucrânia, que desencadeou uma onda de sanções aos fluxos russos. Os preços de muitos produtos ainda estão elevados e o Vitol Group, o maior trader independente de petróleo, alertou no fim de semana que o aumento dos custos do combustível está começando a prejudicar a demanda.
Os altos preços da gasolina são um desafio para o presidente Joe Biden, que aproveitou as reservas estratégicas de petróleo e pressionou os fornecedores do Oriente Médio a aumentar a produção para reduzir os custos. Em um tweet, Biden pediu que as empresas que administram postos de gasolina reduzam os preços, um post que foi criticado pelo fundador da Amazon (AMZN), Jeff Bezos.
“Cada novo dia de manchetes políticas nos mercados de petróleo continua a aumentar o risco de uma regulamentação mal planejada que pode afetar os fluxos de petróleo da noite para o dia”, disse Keshav Lohiya, fundador da consultora Oilytics, após os comentários de Biden. No entanto, o feriado de 4 de julho significa que os mercados na segunda-feira devem ser “silenciosos”.
Preços do petróleo
- WTI para entrega em agosto caía 0,6%, para US$ 107,77 o barril às 6h14, horário de Brasília. Devido ao feriado nos EUA, não haverá liquidação nesta segunda
- Brent para liquidação de setembro recuava 0,5% em US$ 111,09
Em todo o mercado de petróleo, permanecem sinais de força. O Brent está em um retrocesso de quase US$ 4 o barril nos dois meses mais próximos - uma estrutura de alta que indica oferta escassa - enquanto também houve aperto no Oriente Médio, com os futuros de Omã subindo em relação ao benchmark regional de Dubai.
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