Futuros em alta e outros 4 fatos para você saber para começar o dia

Veja os assuntos que devem marcar o sentimento dos mercados ao redor do mundo nesta segunda-feira (27)

Gestores de fundos que apostam em um rali global vão ficar bastante frustrados no segundo semestre do ano, já que o mercado de baixa deve persistir, mesmo que a inflação esfrie
Por Bloomberg News - Nour Al Ali
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Bloomberg — A semana começa com as atenções mais uma vez voltadas aos bancos centrais, com líderes de importantes autoridades monetárias se reunindo a partir de hoje em Portugal para um evento organizado pelo Banco Central Europeu. Atenção também para o resultado da pesquisa do MLIV Pulse, da Bloomberg, que mostra um recuo no pessimismo de investidores. Na manhã desta segunda-feira (27), os futuros são negociados em alta, e a agenda econômica do dia promete ser agitada.

1. Moratória russa

A Rússia não cumpriu com o pagamento de sua dívida soberana em moeda estrangeira depois do vencimento no domingo (26) do período de carência dos cupons de eurobônus. A situação é incomum por muitas razões, já que a Rússia tem fundos para pagar e não há uma declaração formal de inadimplência por parte das agências de classificação, uma vez que as sanções ao país acarretaram na retirada das classificações.

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O ministro da Economia russo chamou a situação de “farsa”. Por outro lado, o clima na cúpula dos líderes do G7 na Alemanha foi bastante duro, com as discussões dominadas pela guerra na Ucrânia, inflação e temores sobre as perspectivas de crescimento global. Também é considerada a possibilidade de limitar o preço do petróleo russo e proibir as importações de ouro do país, medidas que são vistas em grande parte como simbólicas, já que os bancos se recusam a negociar o metal precioso do país.

2. Política monetária

A atenção dos bancos centrais continua focada na inflação, seguindo o aperto da política monetária. O aumento das taxas de juros já pesa na economia, comprimindo os mercados imobiliários e reduzindo o fluxo de crédito. Ao contrário da opinião popular, o presidente do Banco Mundial, David Malpass, acredita que a redução do balanço do Federal Reserve pode ajudar a evitar uma recessão, enquanto o presidente da autarquia, Jerome Powell, disse na semana passada que um pouso suave será um “grande desafio”.

Enquanto isso, os formuladores de políticas do Banco Central Europeu se reúnem a partir de hoje em Sintra, Portugal, para o “ECB Forum on Central Banking”, um evento anual que, nesta edição, inclui discussões sobre o controle da inflação, a escassez de energia e como evitar uma crise dos títulos europeus.

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3. Bear Market

Os gestores de fundos que apostam em um rali global vão ficar bastante frustrados no segundo semestre do ano, já que o mercado de baixa deve persistir, mesmo que a inflação esfrie. A boa notícia: depois da queda vertiginosa, as ações e títulos não estão longe do fundo do poço. Essa é a mensagem principal da última pesquisa do MLIV Pulse, da Bloomberg. Os mais de 1.700 entrevistados temem que o Federal Reserve acabe causando uma recessão econômica ao aumentar as taxas de juros para controlar as pressões de preços.

No entanto, os participantes da pesquisa estão menos pessimistas sobre as perspectivas de mercado do que muitos analistas, e acreditam que grande parte do impacto já está precificado. O índice S&P 500 deve fechar 2022 em 3.700 pontos, enquanto o rendimento dos títulos do Tesouro de 10 anos pode subir para 3,5%.

4. Futuros em alta

Os futuros das ações americanas operaram em alta, graças a um rali nas ações de tecnologia asiáticas que deram um impulso ao sentimento. Os contratos do S&P 500 subiam 0,43% e o Nasdaq 100 subia 0,55% às 9h00, no horário de Brasília. O dólar reduziu o declínio anterior e era negociado em leve alta ante o real. Já o petróleo tipo West Texas Intermediate (WTI), caiu ligeiramente, depois de encontrar algum suporte em torno de US$ 107 o barril. O ouro à vista manteve seus ganhos, somando cerca de US$ 13 para ser negociado perto de US$ 1.840 a onça.

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Mais cedo, as ações chinesas estenderam os ganhos pela quinta semana, seguindo o ritmo de um mercado altista em relação às mínimas de abril, seguindo a suspensão das restrições impostas pelo coronavírus em Xangai.

5. Também hoje...

A segunda-feira será intensa, com uma mistura de geopolítica, bancos centrais, dados econômicos e emissão de títulos. A reunião do G7 continua na Alemanha, com uma agenda que abrange clima, energia e saúde, além de segurança alimentar e discussões sobre a igualdade de gênero. Os dados econômicos começam com números preliminares de bens duráveis de maio às 9h30, e vendas pendentes de residências às 11h. Já o Índice de Atividade de Manufatura do Fed de Dallas sai às 11h30. Christine Lagarde, do BCE, vai liderar o fórum do banco central de três dias em Sintra, Portugal, proferindo o discurso de boas-vindas às 12h30. A Nike é uma das empresas apresenta hoje seus resultados.

– Esta notícia foi traduzida por Melina Flynn, Content Producer da Bloomberg Línea.

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