Expectativas de inflação caem nos EUA após máxima de 14 anos

Investidores esperam inflação de 3,1% nos próximos cinco a 10 anos, abaixo de uma leitura preliminar de 3,3%, segundo relatório divulgado na sexta-feira

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Por Reade Pickert
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Bloomberg — As expectativas de inflação de longo prazo do consumidor americano recuaram de uma máxima de 14 anos, segundo levantamento da Universidade de Michigan, o que pode reduzir a urgência de aumentos mais acentuados de juros do Federal Reserve.

Os entrevistados esperam uma inflação de 3,1% nos próximos cinco a 10 anos, abaixo de uma leitura preliminar de 3,3%, segundo relatório divulgado na sexta-feira (24). Eles veem um avanço de preços de 5,3% em um ano, igual ao valor inicial.

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“No geral, a reversão das expectativas de inflação de longo prazo no final de junho foi gerada pelo crescimento na parcela de consumidores que esperam inflação extremamente baixa nos próximos anos”, disse Joanne Hsu, diretora da pesquisa, em comunicado. “Cerca de metade desses consumidores expressou opiniões sombrias sobre os riscos de recessão ou desemprego durante as entrevistas.”

Os números de expectativas de inflação no início deste mês desempenharam um papel fundamental na decisão do Fed na semana passada de implementar o maior aumento de juros desde 1994. O presidente Jerome Powell disse que os dados da Universidade de Michigan, juntamente com outras métricas de inflação recentes, ajudaram a levar os formuladores de política monetária a optar por uma alta de 0,75 ponto percentual, em vez de meio ponto.

Em uma coletiva de imprensa após a decisão, Powell disse que o aumento nas expectativas chamou bastante atenção e enfatizou o quão importante é para o banco central mantê-las ancoradas. Mas Powell reconheceu que os números preliminares poderiam ser revisados.

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De acordo com o relatório, os consumidores ainda expressaram o maior nível de incerteza sobre a inflação de longo prazo desde 1991, embora os entrevistados em geral estivessem certos sobre o rumo da política do Fed.

O S&P 500 saltou na sexta-feira após o relatório, e os títulos do Tesouro de dois anos subiram.

Enquanto isso, o índice geral de sentimento da universidade ficou ligeiramente abaixo da leitura preliminar de junho, em uma mínima recorde de 50, ante 58,4 no mês anterior.

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O declínio acentuado reflete a inflação mais alta em décadas, uma queda nos preços das ações no mês passado e visões pessimistas sobre o estado da economia em meio a crescentes temores de uma recessão.

O indicador das condições atuais perdeu mais terreno no final do mês. O indicador caiu para uma nova mínima de 53,8. O indicador de expectativas futuras melhorou ligeiramente em relação ao início deste mês, mas, mesmo assim, ficou entre os mais baixos já registrados.

As condições de compra de bens duráveis domésticos também se deterioraram ainda mais, com o índice caindo para uma nova mínima, de acordo com o relatório da Universidade de Michigan.

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“O pessimismo contínuo tanto nas finanças pessoais quanto na economia pode diminuir os gastos do consumidor daqui para frente”, disse Hsu.

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