Apple leva processo por não impedir assédio em set de filmagem

Autora afirmou que rés facilitavam um ambiente no qual assédio sexual contra funcionárias não era repreendido

Outras produtoras também foram processadas, bem como a empregadora direta da autora
Por Robert Burnson
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Bloomberg — A Apple (AAPL) foi processada por uma mulher que alega que a empresa não a protegeu de assédio sexual enquanto ela trabalhava em um papel de suporte à covid no set do thriller de Will Smith “Emancipation”.

Alicia Kelly também processou as produtoras Lionsgate Entertainment e Jerry Bruckheimer, bem como seus empregadores diretos, alegando que as empresas promoviam um ambiente de trabalho no qual assédio sexual, intimidação sexual e agressão sexual contra trabalhadoras eram permitidos.

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Kelly disse no processo que foi contratada em outubro de 2020 como coordenadora de testes na produção da série de televisão “Hightown”, na Carolina do Norte. Ela afirma que foi assediada por seu chefe no set e, quando ele foi transferido, seu sucessor também a assediou e inclusive tocou seus seios e nádegas.

Depois que a produção de “Hightown” terminou em março de 2021, Kelly afirmou que foi trabalhar em Nova Orleans, onde “Emancipation” estava em produção, depois que a Apple transferiu o projeto da Geórgia. Antes da mudança, seu chefe a agrediu sexualmente em um hotel, afirmou Kelly.

Seu supervisor em “Hightown” manteve seu emprego em “Emancipation” e continuou a assediá-la sexualmente, segundo a denúncia.

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A Apple e a Lionsgate “tinham o dever de exercer o cuidado razoável na supervisão de suas subsidiárias, contratadas, empresas terceirizadas e seus funcionários” e não conseguiram fazê-lo, afirmou Kelly.

A Lionsgate não quis comentar o processo, mas disse em comunicado que, por uma questão de política corporativa, tem tolerância zero com assédio sexual em suas produções, leva todas as alegações a sério e as investiga minuciosamente. A Apple e a produtora de Bruckheimer também não quiseram comentar.

Kelly também processou a Montrose Environmental Group por não protegê-la contra assédio e por discriminação de gênero, dizendo que recebia consistentemente menos do que seus colegas homens. O Centro de Toxicologia e Saúde Ambiental também foi processado por demissão injusta.

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A Montrose e o Centro de Toxicologia e Saúde Ambiental não quiseram comentar.

Kelly disse que reclamou com os recursos humanos da Montrose sobre o assédio, mas a empresa não tomou nenhuma medida contra seus supervisores – em vez disso, a demoveu e acabou por demiti-la.

--Com a colaboração de Mark Gurman e Malathi Nayak.

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--Este texto foi traduzido por Bianca Carlos, localization specialist da Bloomberg Línea.

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