Bloomberg — A Rússia suspenderá alguns voos internacionais para manter os aviões alugados fora das mãos de proprietários estrangeiros que tentam recuperá-los.
A ordem entra em vigor a partir de 6 de março e se aplica a companhias aéreas que fizeram leasing de aviões de proprietários estrangeiros, disse o regulador de aviação do país em comunicado no sábado. A autoridade citou “o alto risco de aviões de companhias aéreas russas serem retidos ou apreendidos no exterior”.
A medida dará à Aeroflot e a outras transportadoras russas cobertura para manter centenas de aeronaves que, sob sanções da União Europeia, devem ser devolvidas aos proprietários até 28 de março. Também isolará ainda mais o país, tornando mais difícil para os russos viajarem para o exterior após vários países fecharem o espaço aéreo para o país em resposta à invasão da Ucrânia.
A Aeroflot, companhia aérea de bandeira da Rússia e seu elo mais importante com destinos internacionais, disse no sábado que interromperá todos os voos internacionais até 8 de março, informou a Interfax.
Dor de cabeça
Empresas de leasing estão lutando para recuperar aeronaves da Boeing Co. (BA) e Airbus SE no valor de bilhões de dólares depois que as sanções forçaram o cancelamento de contratos com clientes russos.
Embora os aviões possam eventualmente ser recuperados, a mudança russa no sábado tornará mais difícil o acesso às aeronaves. Analistas disseram que baixas contábeis são prováveis.
Apólices de seguro contingentes, reservas de manutenção e cartas de crédito associadas aos contratos de leasing podem reduzir perdas potenciais, disse a Fitch Ratings em nota na sexta-feira.
“As sanções apresentam desafios logísticos e operacionais significativos, dada a situação única e em rápida evolução, o que significa que a reintegração de posse de aeronaves na Rússia pode ser mais difícil”, disse a empresa de classificação de risco de crédito.
O Reino Unido, a União Europeia, os EUA e o Canadá fecharam seu espaço aéreo para a Rússia. A Rússia revidou banindo cada um deles, com exceção dos EUA.
--Com a ajuda de Alexey Anishchuk.
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