Futuros de NY tentam recuperação apesar de disparada do petróleo

Bolsa do Japão liderou as perdas, enquanto as da Austrália e a Coreia do Sul tiveram desempenhos mais estáveis

Bolsa do Japão liderou as perdas, enquanto as da Austrália e a Coreia do Sul tiveram desempenhos mais estáveis
Por Andreea Papuc
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Bloomberg — Os mercados asiáticos de ações caem na manhã desta quarta-feira com a guerra na Ucrânia e as sanções à Rússia aumentando o custo de commodities, incluindo petróleo, e prejudicando as perspectivas de crescimento econômico. O movimento sustenta a demanda por títulos soberanos.

O Japão liderou as perdas, enquanto a Austrália e a Coreia do Sul tiveram desempenhos mais estáveis. Por outro lado, os contratos futuros de ações dos EUA subiram após uma queda na terça-feira tanto no S&P 500 (SPX) quanto no Nasdaq 100 (NDX).

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A demanda por investimentos defensivos impulsionou os títulos das dívidas da Austrália e da Nova Zelândia, que se juntaram a um rali global de renda fixa. Os títulos do Tesouro dos EUA mantiveram a maior parte desse impulso, com o rendimento de 10 anos (GT10) desabando para cerca de 1,75%. O ouro e o dólar também retiveram grande parte de seus avanços.

O petróleo estava perto de US$ 106 o barril nos primeiros negócios desta quarta na Ásia. As iniciativas adotadas para liberar as reservas estratégicas não conseguiram aliviar as preocupações com o fornecimento, uma vez que aumentaram as sanções contra a Rússia, um país rico em recursos, por invadir seu vizinho. Um índice de commodities saltou para o maior patamar desde 2009. O conflito é uma ameaça aos fluxos de energia, grãos e metais, que já estavam restritos.

Os riscos econômicos estão moderando as expectativas do quanto abruptamente o Federal Reserve aumentará as taxas de juros. Os mercados desistiram de precificar um risco de aumento de meio ponto em março. Investidores no Reino Unido e na Europa também reduziram as apostas de aumento da taxa.

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A guerra está mudando o cálculo para os investidores, aumentando a perspectiva de expansão econômica mais lenta e inflação ainda mais alta. Esse pano de fundo também está colocando os bancos centrais em apuros e sugerindo que eles podem ter dificuldades para enfrentar desafios históricos. Tal incerteza pode estimular mais oscilações do mercado.

“Os problemas da cadeia de suprimentos e as pressões inflacionárias serão as principais preocupações de muitos investidores em todo o mundo”, escreveu Andy McCormick, chefe de renda fixa da T. Rowe Price, em nota. “Essas coisas quase certamente complicarão a tarefa já difícil que os bancos centrais estavam enfrentando ao tentar combater a inflação.”

A Rússia disse que avançará com a invasão da Ucrânia, levando a guerra a um estágio ainda mais brutal. Ao mesmo tempo, os movimentos para isolar e pressionar o sistema financeiro e a economia da Rússia estão ganhando força.

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Outros desenvolvimentos importantes:

  • Os embaixadores da União Europeia concordaram em excluir sete bancos russos do sistema de mensagens financeiras SWIFT, mas pouparam o maior credor do país, Sberbank PJSC, e um banco de propriedade parcial da gigante russa de gás Gazprom PJSC;
  • O banco central da Rússia proibiu pagamentos de cupons a proprietários estrangeiros de títulos do rublo conhecidos como OFZ;
  • Apple Inc. (APPL) suspendeu as vendas de produtos na Rússia;
  • A Glencore Plc, maior trader de commodities do mundo, está revisando os laços comerciais com a Rússia, enquanto a Exxon Mobil Corp.

O presidente Joe Biden deve fazer seu discurso sobre o Estado da União. Ele planeja dizer que os EUA e seus aliados estavam preparados para a invasão da Ucrânia pela Rússia e que os “ditadores” devem pagar um preço por sua agressão. Ele também pretende revelar um novo plano econômico depois que sua proposta anterior foi rejeitada pelos republicanos e democratas.

Enquanto isso, o presidente do Fed, Jerome Powell, deve falar com os legisladores na quarta-feira. Espera-se que ele sinalize que o banco central dos EUA vai avançar com os planos de aumentar as taxas este mês.

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“O mercado estava olhando para até sete aumentos de juros este ano – acho que estará mais próximo talvez dos três ou quatro que estávamos antecipando no início desse debate”, disse Uma Pattarkine, estrategista da CenterSquare Investment Management, disse. na Bloomberg Television.

O que acompanhar nesta semana:

  • Discurso do presidente Joe Biden sobre o Estado da União, na terça-feira;
  • Decisão de política monetária do Reserve Bank of Australia, terça-feira;
  • Presidente do Fed, Jerome Powell, fala no Congresso sobre política monetária, quarta e quinta-feira;
  • Reunião da OPEP+, quarta-feira;
  • IPC da zona euro, quarta-feira;
  • Decisão da taxa do Banco do Canadá, quarta-feira;
  • BCE publica a ata da sua reunião de fevereiro, quinta-feira;
  • EUA: Payroll, folhas de pagamento não agrícola, sexta-feira;

Alguns dos principais movimentos nos mercados:

Ações

  • Os futuros de S&P 500 (ESH2) tinham alta de 0,2% às 11h45 em Tóquio (23h45 em Brasília). Na terça, o S&P 500 caiu 1,2%;
  • Os futuros do Nasdaq 100 (NQH2) subiam 0,1%. O Nasdaq 100 caiu 1,6% na terça;
  • O índice Topix, de Tóquio, tinha baixa de 1,9%;
  • O S&P/ASX 200 da Austrália (AS51) recuava 0,1%;
  • O índice Kospi (KOSPI), de Seul, caía 0,1%;
  • O índice Hang Seng (HSI), de Hong Kong, tinha baixa de 0,9%

Moedas

  • O iene japonês (JPY) operava estável em 114,89 por dólar;
  • O yuan offshore (CNH) estava em 6,3168 por dólar;
  • O Bloomberg Dollar Spot Index (DXY) operava estável;
  • O euro (EUR) era negociado a US$ 1,1128;

Renda fixa

  • O rendimento dos títulos do Tesouro de 10 anos subia dois pontos base para 1,75%;
  • O rendimento de 10 anos da Austrália recuava dez pontos base para 2,09%;

Commodities

  • O petróleo bruto West Texas Intermediate (WTI) subia 5,1% para US$ 108,84 o barril;
  • O ouro era negociado a US$ 1.940,81 a onça, com baixa de 0,2%.

(atualizado às 23h45 com cotações mais recentes)

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