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Mercados

Mercados têm quedas consistentes enquanto monitoram geopolítica

Os bancos com exposição à Rússia lideravam as quedas, enquanto as ações de serviços públicos e de defesa ganhavam; Brasil tem mercados fechados

Os elementos essenciais para a jornada dos mercados financeiros
28 de Fevereiro, 2022 | 08:33 am
Tempo de leitura: 3 minutos

Bloomberg Línea — A escalada do conflito na Ucrânia e as sanções mais severas impostas pelo Ocidente puxam os mercados internacionais para baixo. O desenrolar da guerra e suas implicações econômicas põem em risco o fluxo de matérias-primas chave, como grãos, energia e metais, exacerbando as pressões inflacionárias que já estão em níveis históricos.

Se de um lado há o aceno de uma conversa entre as lideranças russas e ucranianas, por outro existe a possibilidade de reações intempestivas de Vladimir Putin às sanções dos Estados Unidos e da Europa.

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A pergunta do milhão é como tudo isso pode afetar a estratégia de política monetária do Federal Reserve (Fed). Muitos operadores aguardavam para março o início do aumento de juros, com expectativa, logo de início, de uma subida de 0,5 ponto percentual. Agora, com a escalada das tensões, os mercados veem menos chances de uma política mais agressiva por parte do Fed, com a maioria dos analistas prevendo menos de seis incrementos ao longo de 2022.

As ações caíam nesta segunda-feira (28) e os títulos soberanos subiam, assim como as commodities, em meio ao aumento da incerteza depois que as nações ocidentais aumentaram as sanções à Rússia pela invasão da Ucrânia.

Mercados nesta manhãdfd

Os futuros de índices dos EUA caíam, ao lado dos mercados europeus. Os bancos com exposição à Rússia lideravam as quedas, enquanto as ações de serviços públicos e de defesa ganhavam. Petróleo, gás natural, trigo e paládio saltaram, com o petróleo Brent subindo para cerca de US$ 103 o barril por temores de interrupções no fornecimento de commodities.

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Os ralis de dólar, ouro e títulos do Tesouro sublinharam a demanda por paraísos de proteção. O euro caiu devido a preocupações com os riscos para a economia da Europa, que depende da energia russa. Um índice de ações da Ásia-Pacífico subiu.

A Ucrânia disse que uma delegação liderada por seu ministro da Defesa chegou à fronteira com a Bielorrússia para conversar com autoridades russas. O presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskiy, expressou ceticismo de que as negociações dariam resultados, mas disse que está disposto a tentar se isso significar alguma chance de paz.

Veja mais: AO VIVO: Oficiais da Rússia e Ucrânia se preparam para encontro

As negociações ocorrem no momento em que novas penalidades ocidentais isolam ainda mais a Rússia, rica em commodities, das finanças globais, buscando impedir que seu banco central use reservas estrangeiras para atenuar as sanções. Eles também excluem alguns credores russos do sistema de mensagens SWIFT que sustenta trilhões de dólares em transações.

O rublo chegou a perder um terço de seu valor nos mercados offshore nesta segunda-feira e atingiu uma baixa histórica de 109 por dólar em Moscou. O custo do seguro da dívida do governo da Rússia atingiu um recorde, sinalizando uma probabilidade de inadimplência de 56% em cinco anos.

🟢 As bolsas na sexta-feira: Dow (+2,51%), S&P 500 (+2,24%), Nasdaq (+1,64%), Stoxx 600 (+3,32%), Ibovespa (+1,39%)

Apesar de toda a tensão no front geopolítico, os mercados de ações fecharam com alta significativa. Diante da crise Ucrânia-Rússia e dos últimos dados econômicos dos EUA, os investidores reduziram suas apostas sobre uma decisão drástica na próxima reunião de política monetária do Federal Reserve (Fed). O otimismo recebeu dos gastos dos consumidores americanos, que em janeiro avançaram mais do que o esperado, apesar da inflação e da variante ômicron. Além disso, os sinais de um possível diálogo entre Moscou e Kiev ajudaram a restabelecer a confiança.

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No radar

Esta é a agenda prevista para hoje:

• Feriado no Brasil e na Argentina (Carnaval)

• EUA: Estoques preliminares do Atacado, PMI de Chicago/Fev, Índice de Atividade das Empresas/Fev - Fed de Dallas, Balança Comercial de Mercadorias/Jan

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• Europa: Espanha (Índice de Preços ao Consumidor/Fev; Transações Correntes/Dez), Portugal (IPC/Fev)

• Ásia: Japão (Encomendas de Construção/Jan; Hong Kong (Massa Monetária - Agregado M3/Jan)

• Bancos centrais: Pronunciamentos de Christine Lagarde, presidente do BCE, Panetta do BCE, Raphael Bostic (Fed)

• Balanços do dia: Zoom, HP, entre outros

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• Na América Latina: México (Taxa de Desemprego/Jan; Balanço Fiscal/Jan)

📌 E para amanhã:

• PMIs Industriais e de Serviços do países como Japão, Itália, França, Alemanha, Zona do Euro, Reino Unido, EUA, Canadá e China (Caixin/Fev)

• Europa: Reino Unido (Aprovações de Hipotecas), Alemanha (Índice de Preços ao Consumidor - Prévia de Fevereiro)

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• América do Norte: EUA (Índice ISM de Manufatura/Fev; Discurso do presidente Joe Biden); Canadá (PIB 4T21)

• Bancos Centrais: Decisão sobre a política monetária do BC da Austrália Pronunciamentos de Michael Saunders e Mann (BoE)

• Balanços: Salesforce, Target

-- Com informações de Bloomberg News

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Kariny Leal

Kariny Leal

Jornalista carioca, formada pela UFRJ, especializada em cobertura econômica e em tempo real, com passagens pela Bloomberg News e Forbes Brasil. Kariny cobre o mercado financeiro e a economia brasileira para a Bloomberg Línea.

Michelly Teixeira

Michelly Teixeira

Jornalista com mais de 20 anos como editora e repórter. Em seus 12 anos de Espanha, trabalhou na Radio Nacional de España/RNE e colaborou com a agência REDD Intelligence. No Brasil, passou pelas redações do Valor, Agência Estado e Gazeta Mercantil. Tem um MBA em Finanças, é pós-graduada em Marketing e cursa um mestrado em Digital Business na Esade.

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