Bloomberg — O HSBC (HSBC) planeja dobrar os bônus para alguns de seus banqueiros de investimento e traders juniores em uma tentativa de se equiparar a rivais no que diz respeito à remuneração.
O banco, que pagou menos que a maioria de seus concorrentes há um ano, depois de reduzir em 15% o conjunto de bônus em sua divisão global de bancos e mercados, quer evitar perder funcionários juniores para empresas de Wall Street que vêm aumentando os salários de forma consistente, segundo pessoas familiarizadas com o assunto. Funcionários mais seniores supostamente estão aguardando aumentos de pelo menos 10% nos bônus de 2021, segundo as fontes, que não quiseram se identificar, pois as informações são privadas.
Um porta-voz do HSBC não quis comentar.
Greg Guyett, codiretor do GBM, disse em entrevista à Bloomberg no mês passado que o HSBC estava sentindo a “pressão crescente” do setor sobre os salários. “Temos que manter a remuneração competitiva em todos os níveis”, disse.
O efetivo de sua unidade era de 46.326 no final de junho, o período mais recente para o qual consta o dado. Nos seus resultados do terceiro trimestre, o HSBC disse que as despesas gerais da empresa nos primeiros nove meses de 2021 aumentaram 2% em relação ao ano anterior, em parte como resultado do aumento da remuneração relacionada ao desempenho.
A empresa recentemente aumentou os salários e mudou as rotas de promoção para os funcionários juniores em uma tentativa de abordar as preocupações sobre burnout no início de suas carreiras. No que diz respeito aos bônus, porém, o HSBC foi forçado a justificar cortes para banqueiros de investimento e traders insatisfeitos. No ano passado, o CEO Noel Quinn e seus braços direitos disseram à equipe que a pandemia, que afetou grande parte da economia global, também corroeu o desempenho geral do banco, o que significava que não seria possível aumentar os salários.
Isso contrasta com seus pares de Wall Street, que pagam para impedir que os funcionários migrem para setores como fintechs e criptomoedas. O Goldman Sachs (GS) gastou em média 23% a mais por funcionário no ano passado – o maior salto em mais de uma década.
O HSBC deve divulgar seus ganhos do ano inteiro na próxima semana. O banco está no meio de uma revisão estratégica projetada para direcionar seus negócios cada vez mais para a Ásia, onde obtém maior parte de sua receita e lucro. O banco já transferiu parte de sua alta administração para Hong Kong.
--Este texto foi traduzido por Bianca Carlos, localization specialist da Bloomberg Línea.
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