Membro do BCE diz que juros poderiam começar a subir em 2023

Segundo Klaas Knot, membro do conselho do Banco Central Europeu, a instituição deve encerrar as compras de títulos restantes até o fim do ano que vem

Por enquanto, a variante ômicron do coronavírus deve ter pouca influência sobre os preços em 2022, disse Knot
Por Cagan Koc e Fred Pals
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Bloomberg — Para Klaas Knot, membro do conselho do Banco Central Europeu, a instituição estará pronta para um aumento dos juros no início de 2023, depois de encerrar as compras de títulos restantes até o fim do ano que vem.

“Tudo está encaminhado para encerrar a compra de títulos restantes até o fim do próximo ano. E, quando isso for feito, a taxa básica de juros pode subir no início de 2023”, disse Know ao jornal holandês Trouw, em entrevista publicada na quinta-feira.

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Perguntado se outros membros do BCE em Frankfurt teriam o mesmo prazo em mente, Knot disse: “Vamos ter que ver, mas acho que sim. Muito vai depender de como a economia se desenvolverá no ano que vem”.

No início do mês, o BCE confirmou que planeja encerrar as compras de títulos da pandemia, mas decidiu expandir temporariamente um antigo programa de flexibilização quantitativa para reduzir o impacto da transição.

Cenário para a inflação: projeções do BCE preveem uma inflação anual de 3,2% em 2022

Outros grandes bancos centrais têm apertado a política monetária mais rapidamente. O Federal Reserve dobrou o ritmo de saída do estímulo. E, no começo de dezembro, o Banco da Inglaterra pegou o mercado de surpresa com um aumento da taxa de juros - o primeiro entre os principais bancos centrais desde o início da pandemia - que foi justificado pela inflação “mais persistente”.

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Por enquanto, a variante ômicron do coronavírus deve ter pouca influência sobre os preços em 2022, disse Knot. No entanto, se o impacto for maior, ele acredita que o BCE está pronto para mudar sua política mais rápido do que o planejado atualmente.

Knot, que também é presidente do banco central holandês, vê os riscos de uma inflação persistente um pouco mais fortes do que o BCE. Várias autoridades questionam a probabilidade de a inflação se desacelerar para exatamente 1,8% em 2023 e 2024 como apontam as previsões do BCE.

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