Bloomberg — Rebecca Patterson, da Bridgewater Associates, tem uma explicação surpreendente para o aumento dos preços ao consumidor, contestando a ideia de que os gargalos nas cadeias de suprimentos sejam a causa.
“Este foi realmente um choque de demanda mais do que um choque de oferta”, disse a investidora sênior da gestora em entrevista à Bloomberg TV na quarta-feira. “Temos mais navios do que nunca no oceano. Os portos estão processando mais importações do que nunca nos Estados Unidos. A demanda é simplesmente muito forte. A oferta não consegue acompanhar, e salários mais altos, inflação mais alta podem ser a válvula de escape. O que vemos na temporada de balanços até agora é que a maioria das empresas pode repassar isso.”
Patterson disse que a política monetária frouxa do Federal Reserve e o estímulo fiscal do governo criaram uma demanda “extraordinária”. O resultado foi um aumento dos níveis de poupança nos EUA e do patrimônio líquido, que sustentam os gastos, acrescentou.
Veja mais: Pressão no dólar dificulta inflação convergir em 2022, diz Levy
A Bridgewater permanece “construtiva” sobre o dólar em relação a certas moedas e ações, especialmente do setor financeiro, disse Patterson. “Estamos posicionando nosso portfólio para ativos que se beneficiariam de uma inflação mais alta e de rendimentos mais altos.”
Mas ela teme que a planejada redução de liquidez do sistema financeiro pelo Fed e possíveis aumentos dos juros sejam um desafio para algumas empresas.
“O que tem sido um enorme vento de cauda está lentamente começando a se transformar em vento contrário”, disse Patterson. “Tecnologia seria uma área em que ficaríamos de olho.”
Veja mais em bloomberg.com
Leia também
Nubank desiste da Nasdaq e escolhe bolsa de Nova York para IPO: Fonte
©2021 Bloomberg L.P.








