Choque de demanda está por trás de inflação, diz Bridgewater

Segundo investidora sênior da gestora, até agora, temporada de balanços mostra que maioria das empresas pode repassar custos

cargamento
Por John McCorry e Tom Keene
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Bloomberg — Rebecca Patterson, da Bridgewater Associates, tem uma explicação surpreendente para o aumento dos preços ao consumidor, contestando a ideia de que os gargalos nas cadeias de suprimentos sejam a causa.

“Este foi realmente um choque de demanda mais do que um choque de oferta”, disse a investidora sênior da gestora em entrevista à Bloomberg TV na quarta-feira. “Temos mais navios do que nunca no oceano. Os portos estão processando mais importações do que nunca nos Estados Unidos. A demanda é simplesmente muito forte. A oferta não consegue acompanhar, e salários mais altos, inflação mais alta podem ser a válvula de escape. O que vemos na temporada de balanços até agora é que a maioria das empresas pode repassar isso.”

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Patterson disse que a política monetária frouxa do Federal Reserve e o estímulo fiscal do governo criaram uma demanda “extraordinária”. O resultado foi um aumento dos níveis de poupança nos EUA e do patrimônio líquido, que sustentam os gastos, acrescentou.

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A Bridgewater permanece “construtiva” sobre o dólar em relação a certas moedas e ações, especialmente do setor financeiro, disse Patterson. “Estamos posicionando nosso portfólio para ativos que se beneficiariam de uma inflação mais alta e de rendimentos mais altos.”

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Mas ela teme que a planejada redução de liquidez do sistema financeiro pelo Fed e possíveis aumentos dos juros sejam um desafio para algumas empresas.

“O que tem sido um enorme vento de cauda está lentamente começando a se transformar em vento contrário”, disse Patterson. “Tecnologia seria uma área em que ficaríamos de olho.”

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