Bloomberg — A italiana Eni busca uma avaliação de até 15 bilhões de euros (US$ 17,4 bilhões) para a listagem de sua unidade de varejo e energia renovável prevista para 2022, disseram pessoas a par do assunto.
Aquisições recentes e crescimento esperado para o negócio, na esteira de medidas de energia limpa e carregamento de veículos elétricos, levaram os assessores da gigante de energia a avaliar a unidade entre 12 bilhões de euros e 15 bilhões de euros, de acordo com as pessoas, que pediram anonimato.
A empresa planeja manter uma participação majoritária na unidade após a oferta pública inicial, que será realizada na bolsa de Milão, segundo uma das fontes.
Veja mais: Cop26 dá a largada para ‘investimentos verdes’ no agronegócio
Um porta-voz da Eni não quis comentar.
O IPO ajudará a Eni a expandir as operações de varejo e energias renováveis, dando visibilidade aos investidores sobre o valor da unidade, disse a empresa em 7 de outubro.
Gigantes de energia
A listagem, em um momento em que grandes empresas de energia buscam extrair mais valor de suas carteiras de renováveis, pode ser uma das maiores transações corporativas do setor em 2022 e um dos maiores IPOs da Itália das últimas duas décadas.
A unidade será financeiramente independente com balanço próprio e seu grau de investimento permitirá o financiamento de dívidas a custos competitivos, segundo comunicado anterior.
A Eni elevou a meta de redução de emissões de gases de efeito estufa, com previsão de atingir o chamado zero líquido em emissões e intensidade globais até 2050, em comparação com o objetivo anterior de redução de 80%.
Isso coloca a empresa à frente da maioria das rivais europeias. O CEO da Eni, Claudio Descalzi, disse que diminuir as emissões de CO2 do chamado Escopo 3 da empresa é prioridade.
As emissões de CO2 não relacionadas aos ativos da companhia respondem por mais de 90% do total da Eni, equivalentes a 480 milhões de toneladas por ano, enquanto atividades relacionadas ao Escopo 1 e Escopo 2 representam 40 milhões de toneladas, disse Descalzi no início do mês.
Veja mais em bloomberg.com
Leia também: Anitta, a empresária por trás da marca
©2021 Bloomberg L.P.








