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Sibanye compra minas no Brasil por US$ 1 bi de olho em baterias

Mineradora sul-africana fez acordo por minas de níquel e cobre, materiais usados na fabricação, por exemplo, de carros elétricos

Níquel, tradicionalmente usado para fabricar aço inoxidável, é um componente-chave nas baterias de íons de lítio
Por Felix Njini
26 de Outubro, 2021 | 09:38 am
Tempo de leitura: 2 minutos

A Sibanye Stillwater fechou um acordo para pagar US$ 1 bilhão em dinheiro por minas de níquel e cobre no Brasil, em um negócio que destaca a corrida para fornecer metais usados em baterias para o crescente mercado de veículos elétricos.

O níquel, tradicionalmente usado para fabricar aço inoxidável, é um componente-chave nas baterias de íons de lítio e um dos tópicos favoritos de Elon Musk. No ano passado, o fundador da Tesla fez um apelo a mineradoras: “por favor, extraiam mais níquel”. O pedido gerou uma disputa por minas de níquel à medida que a indústria se prepara para a transição verde.

Com caixa impulsionado pelo rali do ródio e paládio extraídos na África do Sul e em Montana, nos Estados Unidos, a Sibanye entrou na corrida por metais usados em baterias. O CEO Neal Froneman já adquiriu ativos de lítio na Europa e nos Estados Unidos este ano, e a compra da mina Santa Rita - uma das maiores operações de sulfeto de níquel-cobalto do mundo - amplia suas ambições.

“Esta transação é mais um passo significativo - adicionar dois ativos de produção de baixo custo ao portfólio de metais verdes”, disse a Sibanye, com sede em Joanesburgo, em comunicado na terça-feira.

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A Sibanye ganha “exposição imediata aos apertados mercados de metais, disseram analistas do RMB Morgan Stanley em relatório. Os investimentos planejados nos acordos não afetam a capacidade da empresa de pagar dividendos, embora possam levar a Sibanye a uma posição de dívida líquida, disseram.

A aquisição da Santa Rita, juntamente com a compra da mina de cobre Serrote, oferece potencial significativo de longo prazo, disse a Sibanye. O acordo para adquirir as minas de afiliadas de fundos assessorados pela Appian Capital Advisory também inclui royalty de uma fundição avaliado em US$ 218 milhões, disse.

“A transação também destaca a forte e crescente demanda por commodities de descarbonização”, disse Michael Scherb, CEO e fundador da Appian, em comunicado.

Citigroup e Standard Chartered atuaram como consultores financeiros para a Appian, enquanto o Moelis & Co. assessorou a Sibanye.

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Desde sua fundação em 2013, depois que a Gold Fields desmembrou suas minas de ouro mais antigas na África do Sul, Froneman transformou a Sibanye com a aquisição de ativos de metais do grupo da platina do Zimbábue aos EUA. Agora, o executivo quer que metais usados em baterias contribuam com cerca de um terço dos lucros da Sibanye em quatro anos, diante da perspectiva de maior demanda com a transição para uma economia mais verde.

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