Bola agora está com o BC que, como diz Guedes, não pode ficar atrás da curva

Também no Breakfast: mercados têm agenda carregada de balanços, indicadores e encontros de bancos centrais; La Nina ameaça piorar a crise de energia e vacina para crianças de 5 a 11 anos pode começar já em novembro nos EUA

Tempo de leitura: 2 minutos

Bom dia! Hoje é 25 de outubro de 2021 e este é o Breakfast - o seu primeiro gole de notícias do dia

Passado o estresse da semana passada com a licença para furar o teto de gastos e a consequente debandada na equipe do Tesouro Nacional, a semana começa de olho na decisão de política monetária do Banco Central que, mais do que nunca, é pressionado a domar as expectativas de inflação com um aumento mais forte nos juros.

Até mesmo o ministro Paulo Guedes, na sexta, foi enfático ao afirmar que a autoridade monetária “não pode ficar atrás da curva”, afirmação que teve impacto nas taxas negociadas no final da tarde de sexta. A taxa do DI para janeiro de 2022, que reflete o que acontecerá nas últimas reuniões do Copom deste ano, saltou de 7,886% para 8,148% apenas na sexta. As negociações embutem uma alta de 1,5 ponto na Selic nesta semana.

Jair Bolsonaro e Paulo Guedes: ninguém pediu demissãodfd
  • No Tesouro Nacional, quem chega para ficar no lugar de Bruno Funchal é o economista Esteves Colnago, ex-ministro do Planejamento de Michel Temer, que trouxe junto Paulo Valle, até então secretário de Previdência Complementar.

Na trilha dos Mercados

A semana promete ser agitada no mercado financeiro. Além de dados macroeconômicos dos Estados Unidos e da Europa, gigantes da tecnologia divulgam seus balanços e bancos centrais se reúnem para discutir suas próximas investidas em política monetária.

Nos primeiros negócios esta manhã, as bolsas europeias e os futuros de ações em Nova York registravam ligeiros acréscimos, com alguns índices tocando, também, no vermelho.

PUBLICIDADE
Um retrato dos mercados esta manhãdfd

Na lista de importância para as operações em bolsa, lidera a divulgação de resultados financeiros. Nesta semana conheceremos os números de pesos-pesados, muitas delas do setor tecnológico, como Facebook, Apple, Amazon, Microsoft, Alphabet (Google), Twitter e Samsung Electronics, para citar alguns. A expectativa geral é positiva: estima-se que, até agora, mais de 80% dos balanços divulgados nos EUA bateram as projeções dos analistas.

As reuniões programadas para esta semana por bancos centrais de importantes economias são amplamente esperadas, dada a persistência da inflação e os riscos macroeconômicos impostos pelos gargalos das cadeias de abastecimento.

  • Na quinta, o Banco Central Europeu (BCE) debate sobre o futuro de suas taxas de juros e arbitra sobre sua estratégia para reduzir o programa de estímulo econômico em curso, que se dá via recompra de títulos. A expectativa por conhecer as investidas dos bancos centrais é grande, já que a inflação em alta, a crise energética e os problemas nas cadeiras de abastecimento pintam um cenário um pouco turvo para as economias mundiais.
  • O Banco Central do Japão se encontra no mesmo dia.
  • Na sexta-feira (22), o presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, sinalizou que a inflação pode ficar mais alta por mais tempo, deixando claro que o banco central começará a reduzir suas compras de títulos em breve, mas permanecerá paciente com o aumento das taxas de juros.

Não bastassem a pilha de balanços e as decisões de política monetária, estão previstos importantes termômetros econômicos:

  • Do lado dos Estados Unidos há o PIB, pedidos iniciais de seguro-desemprego e estoques de atacado. Da Europa chegam dados sobre PIB e inflação.
Assim se comportou o mercado asiáticodfd

No radar dos investidores

  • Resultados: Amazon, Apple, Facebook, Microsoft, Twitter, Samsung Electronics, HSBC Holdings, China Vanke, PetroChina, Ping An Insurance Group, para citar alguns exemplos
  • Indicador Ifo de clima empresarial da Alemanha (outubro), hoje
  • Venda de casas novas nos EUA (setembro), confiança do consumidor dos EUA (setembro), amanhã (26)
  • CPI da Austrália, quarta-feira (27)
  • Estoques de atacado dos EUA, bens duráveis dos EUA, quarta (27)
  • Confiança do consumidor GfK na Alemanha (novembro), quarta (27)
  • Confiança do consumidor da França (outubro), quarta (27)
  • Decisão de política monetária do Banco do Japão, briefing, quinta-feira (28)
  • Decisão do BCE sobre as taxas, briefing da presidente Christine Lagarde, quinta (28)
  • PIB dos EUA, pedidos iniciais de auxílio-desemprego, quinta (28)
  • Reunião conjunta de ministros de finanças e saúde do G-20 antes da cúpula dos líderes no fim de semana, sexta-feira (29)
  • Produção industrial preliminar de setembro e PIB preliminar do terceiro trimestre na zona do euro, Alemanha, França e Itália, sexta (29)
  • IPC preliminar de outubro da zona do euro, sexta (29)

Importante saber

La Nina ameaça piorar crise energética com inverno mais rigoroso no hemisfério nortedfd

Destaques da Bloomberg Línea

Opinião Bloomberg

Interrupção na cadeia de suprimentos? Está mais para sobrecarga. O primeiro passo para entender a Grande Ruptura da Cadeia de Suprimentos de 2021 é reconhecer que a frase em si não é muito precisa. As cadeias de suprimentos não foram interrompidas, mas sim sobrecarregadas, e os efeitos são mais locais dos EUA do que globais. Isso significa que a inflação é transitória e é improvável que se espalhe para o resto do mundo desenvolvido.

Pra não ficar de fora

A cidade de Nova York é o destino mais cotado, atualmente, pelos brasileiros que pesquisam passagens aéreas para voos internacionais, apontou um levantamento do ViajaNet, agência virtual de turismo, sobre os planos dos turistas para o mês de novembro. A partir do próximo dia 8, as fronteiras aéreas dos EUA reabrem para brasileiros vacinados e cidadãos de outras nacionalidades, após mais de um ano e meio de restrições rígidas decorrentes da pandemia da Covid-19.

Novo mirante de Nova York, Summit One Vanderbilt foi inaugurado na última quinta-feira em Manhattan e já tem ingressos esgotados até o fim do ano (Jeenah Moon/Bloomberg)dfd