Americanos pensam duas vezes antes de decidir viagens de fim de ano

Embora as companhias aéreas prevejam uma temporada de férias lotada, a maioria dos viajantes entrevistados disse que a última onda os deixou menos interessados em viajar

Com afrouxamento de restrições, as viagens internacionais ficaram mais manejáveis
Por Daniela Sirtori-Cortina
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Bloomberg — A onda do coronavírus alimentada pela variante delta parece ter deixado sua marca em possíveis viajantes dos Estados Unidos. Apesar de metade do país estar agora vacinada e os dados mostrarem taxas de infecção altíssimas começando a cair, a “demanda raivosa por viagens” parece estar se dissipando, segundo a empresa de pesquisa de mercado Destination Analysts. A empresa entrevistou cerca de 1.200 americanos sobre viagens durante a pandemia.

Embora as companhias aéreas prevejam uma temporada de férias lotada, a maioria dos viajantes entrevistados disse que a última onda os deixou menos interessados em viajar, segundo pesquisa realizada entre 29 de setembro e 1º de outubro.

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Mais de 68% dos entrevistados disseram que estavam planejando ou considerando viajar, menos do que os 78,7% em junho. A parcela de pessoas que a empresa classificou como de “estado de espírito pronto para viajar” - o que significa que já estão viajando ou estão prontas para isso - também diminuiu durante esse período.

“Parece que os americanos estão considerando planos de viajar”, disse a CEO da Destination Analysts, Erin Francis-Cummings. Nas últimas semanas, “o sentimento parece ter se estabilizado, embora em níveis abaixo de onde estávamos no início do verão [americano] de 2021.”

Mais de 23% dos entrevistados disseram que cancelaram uma viagem devido à pandemia e à ameaça da variante Delta, e quase 27% adiaram a viagem pelo mesmo motivo. A parcela que informou ter planos de viagem para outubro e novembro também caiu, embora tenha havido alguns ganhos para dezembro, disse Francis-Cummings.

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Hopper, uma empresa de dados que faz recomendações de viagens personalizadas com base em algoritmos, projetou recentemente que o número de passageiros passando por aeroportos dos EUA será em torno de 75% dos níveis de 2019 para o Dia de Ação de Graças e 80% para o Natal -- e aproximadamente o dobro dos vistos em 2020 na mesma época, quando a pior das ondas de infecção da América atingiu o país.

As reservas de aluguel de curto prazo para o Dia de Ação de Graças nos EUA avançaram tremendamente - 302% em relação ao ano passado e 93% em relação a 2019, de acordo com dados compilados pela empresa de software de gerenciamento de propriedades Guesty. Os preços aumentaram 19% em relação ao ano anterior e 58% em relação à época pré-Covid. A empresa também disse que 93% das reservas nos EUA foram feitas por viajantes domésticos, em comparação a 80% em 2020 e 72% em 2019.

  

O Natal está se mostrando ainda mais competitivo, com volumes saltando 469% em relação a 2020 e 157% em relação a 2019. As taxas estão 53% e 80% mais altas, respectivamente. Provavelmente será o feriado mais caro dos EUA este ano, disse a empresa. Já as taxas de aluguel de curto prazo para a véspera de Ano Novo estão cerca de 23% mais altas do que em 2020 e dois anos atrás -- menos chocantes do que para o Dia de Ação de Graças e Natal. Mas isso pode mudar à medida que dezembro se aproxima e mais pessoas consolidam seus planos.

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Além disso, pode haver concorrência do exterior, uma vez que, a partir de novembro, os Estados Unidos permitirão a entrada da maioria dos passageiros aéreos estrangeiros, desde que estejam totalmente vacinados.

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