Rodada de financiamento avalia fintech Ualá em US$ 2,45 bilhões

A companhia planeja usar os fundos para dobrar a força de trabalho para mais de dois mil funcionários até o fim do próximo ano

A companhia está desenvolvendo unidades de negócios e acelerando os planos de crescimento no México, de acordo com o fundador e CEO
Por Jorgelina do Rosario e Carolina Millan
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Bloomberg — A startup de serviços financeiros argentina Ualá foi avaliada em US$ 2,45 bilhões em uma rodada de financiamento liderada pelo conglomerado japonês SoftBank e pela gigante chinesa de Internet Tencent.

Ambas as empresas aumentaram a participação na Ualá, de Buenos Aires, por meio de uma rodada de financiamento série D de US$ 350 milhões, juntamente os primeiros investidores, como o bilionário George Soros, Goldman Sachs, Ribbit Capital e Monashees. Novos investidores na rodada incluíram os fundos de hedge D1 Capital Partners, 166 2nd e a investidora-anjo Jacqueline Reses.

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A Ualá planeja usar os fundos para dobrar a força de trabalho para mais de dois mil funcionários até o fim do próximo ano, à medida que desenvolve unidades de negócios e acelera os planos de crescimento no México, de acordo com o fundador e CEO Pierpaolo Barbieri. A empresa emitiu mais de 3,3 milhões de cartões Mastercard pré-pagos para clientes na Argentina e cerca de 200 mil cartões de débito no México.

“Menos de quatro anos desde o lançamento da empresa, temos mais de 10% do país no ecossistema da Ualá”, disse Barbieri em entrevista por telefone, em referência ao mercado argentino. “Vamos chegar ao ponto de equilíbrio operacional na Argentina no próximo ano.”

Como muitas outras empresas de tecnologia financeira na região, a startup registrou crescimento mais rápido durante a pandemia de coronavírus, quando os argentinos foram obrigados a recorrer às opções online devido às restrições de mobilidade. Cerca de 22% dos argentinos entre 18 e 25 anos possuem um cartão Ualá, segundo dados da empresa.

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“Nosso investimento impulsionará o próximo estágio de sua visão, promovendo um ecossistema regional que pode tornar os serviços financeiros mais acessíveis e transparentes na América Latina”, disse Marcelo Claure, CEO do SoftBank Group International.

Barbieri, segundo o qual o principal concorrente da empresa continua sendo o dinheiro, não quis comentar sobre os planos de expansão na América Latina depois de ter iniciado as operações no México em 2020. A startup aguarda a aprovação do banco central da Argentina para a aquisição do banco digital Wilobank no início do ano.

A empresa de pagamentos móveis diz que seu plano de crescimento já está totalmente financiado por esta última rodada e que não planeja abrir o capital por vários anos.

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“Esta rodada fornece combustível suficiente para nossas grandes ambições”, disse Barbieri. “Pensar em um IPO é prematuro.”

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