Quênia pode penalizar funcionários públicos não vacinados

Alguns servidores optaram por não se vacinar para poderem continuar trabalhando de casa, o que tem prejudicado a prestação de serviços

A maior economia da África Oriental teve uma campanha de vacinação irregular
Por Helen Nyambura e David Herbling
PUBLICIDADE

Bloomberg — O Quênia exigirá que todos os funcionários públicos recebam pelo menos uma dose de vacina contra a Covid-19 antes de 23 de agosto. Caso contrário, estarão sujeitos a sanções disciplinares, de acordo com Joseph Kinyua, que comanda o serviço público do país.

Alguns servidores optaram por não se vacinar para poderem continuar trabalhando de casa, o que tem prejudicado a prestação de serviços, de acordo com carta enviada por Kinyua a autoridades do governo e verificada pela Bloomberg News. A taxa de vacinação é baixa entre agentes de segurança e professores em particular, disse.

PUBLICIDADE

“A vacinação é voluntária - por que funcionários públicos são os únicos a serem punidos?”, disse Tom Odege, secretário-geral da União dos Funcionários Públicos do Quênia, um sindicato que recebeu a notificação. “O governo deveria, em vez disso, encorajar os funcionários públicos a serem vacinados.”

O porta-voz do governo do Quênia, Cyrus Oguna, não respondeu de imediato a ligações e mensagens de texto sobre a autenticidade da carta, que foi amplamente compartilhada no Twitter.

Reabertura de economias

PUBLICIDADE

Governos e empresas no mundo todo começam a usar cada vez mais comprovantes de vacinação como um meio para reabrir economias e fronteiras, mais de 18 meses depois do início da pandemia. Anthony Fauci, o maior especialista em doenças infecciosas dos EUA, disse que governos estaduais e locais deveriam exigir vacinação dos professores, enquanto o Citigroup comunicou aos funcionários que retornaram aos principais escritórios dos EUA na terça-feira que precisam estar vacinados.

Funcionários públicos quenianos que não cumprirem a ordem serão “tratados como casos disciplinares e ações apropriadas serão tomadas”, de acordo com a carta de Kinyua.

A maior economia da África Oriental teve uma campanha de vacinação irregular, embora todos os maiores de 18 anos sejam elegíveis desde julho. O governo encomendou 13 milhões de vacinas de dose única da Johnson & Johnson, que devem começar a chegar este mês. Apenas 2,6% dos adultos quenianos têm imunização completa, a maioria com a vacina de duas doses da AstraZeneca, segundo o Ministério da Saúde.

PUBLICIDADE

O presidente do Quênia, Uhuru Kenyatta, prometeu vacinar cerca de 10 milhões de pessoas até o fim de dezembro, e toda a população adulta do país, de aproximadamente 53 milhões, no próximo ano.

Leia mais em bloomberg.com