Dólar e bolsa caem em dia de ata do Copom e tensões em Brasília

Câmbio à vista encerra o dia abaixo dos R$5,20, em queda de 0,85%, com tom duro da ata divulgado pelo Banco Central e o Tesouro reafirmando cumprimento do teto de gastos

Mercado local ignorou bonança externa
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São Paulo — O Ibovespa e o dólar fecharam em queda nesta terça-feira (10), com os investidores avaliando a ata do Copom, o IPCA e atentos à cena política. O reforço da mensagem de aperto monetário na ata do Copom (Comitê de Política Monetária) e os dados do IPCA de julho, que registrou a maior taxa para este mês em 19 anos, trouxeram volatilidade ao mercado mas depois impulsionaram as quedas no câmbio e nas taxas do DI.

Na bolsa, os movimentos foram oscilantes desde a abertura, mas firmaram queda à tarde e fecharam no negativo, com o mercado contrabalanceando os resultados do segundo trimestre das companhias e os ruídos de Brasília. As preocupações fiscais, com a reforma do imposto de renda, além do futuro das despesas com os precatórios e o aumento do gasto do governo com o Bolsa Família, ainda estão entre os principais drivers da semana. Mais cedo, o secretário especial do Tesouro e Orçamento, Bruno Funchal, disse que o objetivo do parcelamento dos precatórios é cumprir o teto de gastos.

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“A correção do mercado não foi mais forte por conta do setor siderúrgico com a recuperação das commodities”, disse Rafael Ribeiro, analista da Clear Corretora. Os ganhos nas commodities se deu com a aprovação do pacote de infraestrutura pelo Senado americano. Nessa linha, as bolsas de Nova York fecharam mistas, enquanto as da Europa fecharam todas em alta.

No pós mercado, os investidores olham para os balanços de Allied, C&A, Marfrig, ModalMais, Porto Seguro e RaiaDrogasil.

  • Câmbio: O dólar fechou a R$ 5,1901, queda de 0,85%
  • Bolsa: O Ibovespa caiu 0,66%, a 122.202 pontos. Lideraram as altas percentuais as ações da PetroRio (PRIO3), Embraer (EMBR3) e Gerdau (GGBR4). As ações da Iguatemi (IGTA3), Eneva (ENEV3) e Lojas Americanas (LAME4) eram destaques negativos
  • Destaques da bolsa: A ClearSale, que concluiu, no último dia 30 de julho, a sua oferta pública inicial (IPO) na B3, divulgou que fundos de investimentos geridos pela Squadra Investimentos passaram a deter 5,75% do total do capital social da companhia, que atua no mercado de soluções antifraude digital para segmentos como e-commerce, mercado financeiro, vendas diretas, telecomunicações e seguros
  • Juros: As taxas dos DIs curtos e longos recuaram após forte oscilação ao longo do dia. A taxa para janeiro de 2022 passou de 6,520% para 6,495%, enquanto as para janeiro de 2027 recuaram de 9,510% para 9,400%
  • Exterior: Em Nova York, o Dow Jones subiu 0,46%, o S&P500 avançou 0,10% e o Nasdaq caiu 0,49%.
  • Bitcoin: No final do dia, a criptomoeda operava em queda de 1,30%, a US$45.570
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