BOE tem ferramenta poderosa para apertar política sem alarme

Com economia se recuperando da pior recessão em três séculos, autoridades agora começam a falar em limitar apoio

Presidente do Bando da Inglaterra indicou na semana passada que um “aperto modesto” da política monetária é provável nos próximos anos
Por David Goodman (London) - James Hirai e Libby Cherry
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Bloomberg — A inação pode ser uma opção poderosa para autoridades do Banco da Inglaterra que buscam reduzir o estímulo na economia e encolher balanços inchados.

Em anúncio que pegou o mercado de surpresa, o presidente do BOE, Andrew Bailey, indicou na semana passada que um “aperto modesto” da política monetária é provável nos próximos anos. Quando chegar a hora, começará suspendendo o reinvestimento dos recursos de investimentos em maturação no programa de compras de ativos do BOE.

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Os comentários dão uma indicação de como o BOE começará a desmontar compras de quase 900 bilhões de libras (US$ 1,2 trilhão) em títulos públicos durante a última década. Se a nova política entrar em vigor por volta de 2023, segundo a previsão de investidores, o banco central britânico poderá retirar 400 bilhões de libras dos mercados até 2030, com base nos dados do BOE detalhando posições em gilts (títulos do governo britânico) até 4 de agosto. Permitir que os gilts vençam representaria uma maneira suave de reduzir o apoio injetado nos mercados.

“Há um mundo de diferença entre deixar de reinvestir posições em maturação e vender gilts ativamente”, disse Aaron Rock, diretor de investimentos da Aberdeen Standard Investments. Ele comparou a primeira opção com “tirar o pé do acelerador” em vez de pisar no freio.

O chamado “Asset Purchase Facility” tem sido a principal ferramenta do BOE para impulsionar a economia desde o início da crise financeira global, há mais de uma década. Desde então, as autoridades injetaram mais apoio na forma de compras de títulos, ou flexibilização quantitativa, na época da decisão do Reino Unido de deixar a União Europeia e novamente nos últimos dois anos durante a pandemia de coronavírus.

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Com a economia se recuperando da pior recessão em três séculos, autoridades agora começam a falar em limitar esse apoio. Como nenhuma nova dose de flexibilização quantitativa está planejada além do final do ano, a expectativa se volta para quando o BOE reduzirá a escala dos ativos acumulados.

Na semana passada, autoridades do BOE disseram que suspenderiam os reinvestimentos apenas quando a taxa básica de juros, que agora está na mínima histórica de 0,1%, subir para 0,5%. As vendas diretas de gilts aconteceriam apenas quando a taxa básica atingisse 1%.

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