Mercados

Mercados invertem sinais e oscilam com noticiário político e risco fiscal

Embates do presidente Bolsonaro com STF e possível aumento do Bolsa Família ofuscaram baixa do dólar e taxas longas no pós-Copom

Mercados mudam de humor nesta tarde
05 de Agosto, 2021 | 03:30 pm
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São Paulo — Após passar a maior parte do dia refletindo o tom mais duro do Copom (Comitê de Política Monetária), o dólar inverteu o movimento de queda e passou a subir na tarde desta quinta-feira (05). Ruídos na política, com novas críticas do presidente Jair Bolsonaro ao ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Alexandre de Moraes, azedaram o humor dos investidores. Além disso, soma-se as preocupações com a situação fiscal do país, com outras falas de Bolsonaro sobre um possível aumento do Bolsa Família. Essas tensões locais também contaminaram os juros futuros, que reverteram as baixas em partes da curva, e o Ibovespa, que reduziu sua alta e oscila.

“Voltaram as questões de um possível rompimento do teto de gastos ou contabilidade ‘criativa’. O cenário está bem desafiador”, disse Julia Monteiro, analista da MyCap.

No mercado externo, os principais índices americanos sobem em linha com o fechamento das bolsas da Europa, com balanços corporativos positivos ofuscando os temores sobre a recuperação da economia, diante do avanço da variante Delta do coronavírus.

  • Câmbio: Perto das 15h10, o dólar operava em alta de 0,84%, a R$ 5,2114
  • Bolsa: O Ibovespa caía 0,12%, a 121.728 pontos. Lideravam as perdas percentuais as ações da CSN (CSAN3), Bradespar (BRAP4) e Braskem (BRKM5). As ações preferenciais e ordinárias da Petrobras (PETR4 e PETR3) e o Banco Inter (BIDI11) eram destaques positivos
  • Destaques da bolsa: O mercado avalia o balanço da Petrobras divulgado ontem a noite, que veio acima das estimativas, e o anúncio da companhia de que fará a antecipação do pagamento de dividendos a acionistas. O Banco do Brasil também está nos holofotes, após ter registrado lucro líquido ajustado de R$ 5 bilhões, alta de 52,2% em relação ao mesmo período do ano passado
  • Juros: As taxas dos DIs curtos e longos subiam com os temores políticos e fiscais. A taxa para janeiro de 2022 passava de 6,345% para 6,485%, enquanto as para janeiro de 2025 saltavam de 8,78% para 9,07%. O DI para janeiro de 2027 subia de 9,10% para 9,39%.
  • Exterior: Em Nova York, o Dow Jones subia 0,57%, o S&P500 0,42% e o Nasdaq 0,68%
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Igor Sodré

Igor Sodré

Jornalista com formação pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo, com experiência na cobertura de cultura e economia, tendo como foco mercado financeiro e companhias. Passou pela Bloomberg News e TradersClub.

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