Goldman vê desaceleração expressiva da economia dos EUA em 2022

Banco teme que setor de serviços perca força nos próximos meses

Goldman Sachs manifesta preocupação com ritmo de retomada da economia dos EUA
Por Alessandra Migliaccio
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(Bloomberg) O crescimento econômico dos EUA provavelmente diminuirá significativamente em 2022, conforme a recuperação do setor de serviços perca força, de acordo com o Goldman Sachs Group.

O banco dos EUA espera que a maior economia do mundo retorne à tendência de expansão de 1,5% a 2% no segundo semestre do próximo ano. Também cortou sua previsão de crescimento do Produto Interno Bruto nos dois últimos trimestres de 2021 em um ponto percentual, para 8,5% e 5%, respectivamente.

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“Até alguns meses atrás, nossa previsão de crescimento do PIB tinha se destacado por estar bem acima das expectativas de consenso”, escreveram em relatório a clientes economistas liderados por Jan Hatzius. “Agora, nossa previsão se distingue das expectativas de consenso pela desaceleração aguda que esperamos ao longo do próximo ano e meio”

Isso se deve principalmente à disseminação contínua do coronavírus, o que significa que eventos de entretenimento ao vivo, parques de diversões ou trabalho no escritório podem levar mais tempo do que o previsto para se recuperarem. O nível crescente de trabalho remoto também não é um bom presságio para a economia adjacente aos escritórios e gastos com serviços, escreveram eles.

“Está cada vez mais claro que, embora a vacinação em massa tenha um grande impacto na atividade do setor de serviços, não é realista esperar que o medo do vírus desapareça por completo instantaneamente”, disseram eles.

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Os economistas reduziram sua projeção de crescimento do consumo para o segundo semestre deste ano, embora tenham mantido a projeção de PIB anual em 6,6%.

O Goldman também aumentou sua previsão de taxa de desemprego de 4,2% para 4,4% no final de 2021.

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