Bloomberg — A Fidelity International alertou empresas de seu portfólio que, se não tomarem medidas suficientes para combater a mudança climática, a gestora de ativos votará contra a administração nas assembleias de acionistas a partir do ano que vem.
A firma de investimentos de US$ 787,1 bilhões anunciou políticas sobre mudança climática e diversidade de gênero na segunda-feira, que incluem requisitos para que as empresas do portfólio administrem o impacto ambiental, reduzam as emissões de gases de efeito estufa e forneçam divulgações específicas sobre emissões. Para limitar o aquecimento global a 1,5º Celsius acima dos níveis pré-industriais, todas as áreas da economia global “precisarão passar por uma transformação radical”, e as empresas que ficarem aquém das expectativas mínimas da Fidelity serão penalizadas com votos contra seus executivos, segundo comunicado.
“Nossa mensagem para as empresas investidas é clara: a crise climática não deve e não pode ser ignorada”, disse Jenn-Hui Tan, chefe global de governança e investimento sustentável da Fidelity International, em comunicado. “Isso impacta a própria natureza dos principais setores em que investimos e, como tal, deve estar no topo da agenda de todas as empresas.”
A Fidelity também disse na segunda-feira que planeja pressionar por uma maior diversidade de gênero nos conselhos. A gestora disse que vai se envolver ativamente com empresas do portfólio e considerar votar contra a administração na maioria dos mercados desenvolvidos que não tenham pelo menos 30% de representação feminina em seus conselhos. Em mercados onde os padrões de diversidade ainda estão em desenvolvimento, a Fidelity disse que terá um limite inicial de 15%.
O Financial Times divulgou anteriormente as iniciativas da Fidelity.
Leia mais em bloomberg.com
©2021 Bloomberg L.P.








