Primeiro cruzeiro dos Estados Unidos em 15 meses zarpa com reabertura

Nos últimos quinze meses, as operadoras foram praticamente banidas do maior mercado de cruzeiros do mundo

Cruzeiros voltam a circular no pós-Covid
Por Jonathan Levin
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(Bloomberg) Passageiros na fila para entrar a bordo do cruzeiro Freedom of the Seas, da Royal Caribbean Cruises Ltd., no domingo, marcam o primeiro cruzeiro que parte de um porto dos Estados Unidos desde que a pandemia suspendeu as operações há 15 meses.

Os passageiros entraram no Porto de Miami com suas malas, cena vista por último no maior porto de cruzeiros em março de 2020. O Freedom of the Seas pode comportar cerca de 4.500 passageiros e deve levar 650 em sua primeira viagem de duas noites, todos funcionários voluntários da Royal Caribbean que puderam levar um convidado maior de 18 anos.

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“Sinto-me segura com a máscara, já estou vacinada, todos estão, então me sinto bem”, afirmou Carolina Jimenez, aluna de direito de 25 anos convidada por um passageiro. “É uma pena que tenha demorado tanto, mas acredito que é algo incontrolável, fico feliz por estarmos aqui e podermos retornar às atividades”.

O itinerário está sendo taxado de “viagem simulada”, conceito projetado pelos Centros de Controle e Prevenção de Doenças essencialmente para provar que navios são seguros mesmo com a covid-19 ainda circulando pelo mundo.

Nos últimos quinze meses, as empresas ficaram em um estado de animação suspensa, sendo praticamente banidas dos Estados Unidos, maior mercado de cruzeiros do mundo, com o fardo dos custos pesados de manutenção da frota enquanto sua receita era zero. Contudo, a cautela do governo federal quanto ao setor ocorreu após surtos dramáticos em alto mar no ano passado, o que causou a morte de passageiros e tripulação e sobrecarregaram os recursos de saúde pública.

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“A vacina claramente é um elemento fundamental e a mudança necessária para nós e para toda a sociedade”, afirmou o Capitão Patrik Dahlgren, vice-presidente sênior de Operações Marítimas Globais da Royal Caribbean, em entrevista do terminal de cruzeiros no domingo.

O CDC criou uma abordagem dupla para que cruzeiros possam circular novamente: estes podem fazer viagens simuladas ou reiniciar as viagens comerciais imediatamente quando comprovarem uma taxa de imunização de 95% entre passageiros e tripulação. A Royal Caribbean está seguindo ambas as abordagens mais ou menos simultaneamente, pois a primeira viagem comercial está marcada para o sábado.

Ainda existe outro fator no processo de reabertura: o estado da Flórida processou o CDC em abril para retirar as restrições de cruzeiros totalmente, alegando que o setor foi excluído injustamente, recebendo o tratamento mais rígido, arriscando os empregos de muitos cidadãos da Flórida.

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Na sexta-feira, a Flórida ganhou uma liminar contra as normas do CDC, porém o juiz Steven Merryday a suspendeu até 18 de julho, dando ao CDC o prazo de até 2 de julho para propor restrições mais específicas.

O caso pode proporcionar mais flexibilidade para os cruzeiros, porém é improvável que a retomada gradual das operações aumente drasticamente. As empresas afirmam que leva cerca de três meses para preparar um navio, então o cronograma de viagens não deve acelerar muito no curto prazo.

Cruzeiro gratuito

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Enquanto isso, os voluntários estão ansiosos para participar do programa de cruzeiros gratuitos. Outros cruzeiros simulados incluirão voluntários de fora da empresa, e o cruzeiro diz ter recebido mais de 350.000 solicitações de participação. O primeiro cruzeiro comercial – Celebrity Edge, da Royal Caribbean – partirá do Porto de Everglades no sábado.

Victoria Ryan, de 64 anos, que começou a trabalhar no desenvolvimento de liderança da Royal Caribbean pouco antes da pandemia, afirmou que o Freedom of the Seas será seu primeiro cruzeiro, no qual viajaria com um amigo.

“Eu pensei ‘bem, é um cruzeiro gratuito que está ajudando a empresa, e estou viajando com alguém que sabe o que fazer”, disse. “Por que eu não viajaria?”

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