O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou, sem restrições, a compra da Empiricus e Vitreo pelo BTG Pactual, um negócio anunciado no fim de maio e que ainda depende do aval do Banco Central para ser concretizado. O parecer não identificou prejuízos da transação à concorrência. O despacho da decisão foi publicado nesta sexta-feira (23) pelo Diário Oficial da União.
A transação, vista como mais um passo na estratégia de varejo do banco BTG Pactual, consiste na aquisição das sociedades que compõem os Grupos Empiricus e Vitreo. No dia 31 de maio, o BTG anunciou que o negócio seria de R$ 690 milhões, dos quais R$ 440 milhões em dinheiro e R$ 250 milhões em units do BTG.
A análise do Cade sobre o negócio sustenta que “tanto a operação entre BTG e Vitreo quanto a entre BTG e Empiricus não seriam capazes de gerar preocupações concorrenciais. Nos mercados de intermediação de investimentos, as participações da Vitreo são baixas, pouco acrescentando participação de mercado ao BTG. Já os mercados com sobreposição de atividades entre a Empiricus e empresas do BTG são bastante fragmentados, com baixas barreiras à entrada e contam com a presença de rivais relevantes, com mais tradição nesses mercados”.
No parecer do Cade, em suas “considerações finais”, “conclui-se que o presente ato de concentração não acarreta prejuízos ao ambiente concorrencial”.
Segundo o parecer do Cade, a Empiricus possui quatro subsidiárias (Seu Dinheiro, Money Times, Real Valor e Agência Acta), que atuam como veículos de imprensa, ferramenta de consolidação de investimentos e veículo de publicidade, respectivamente.
Já a Vitreo tem atuação especializada na prestação de serviços financeiros, incluindo distribuição de títulos mobiliários e administração de carteiras de valores mobiliários.






