Ouro caminha para maior prejuízo semanal em mais de um ano de olho em juros

Autoridades sinalizaram que endurecimento da política monetária pode ocorrer antes do esperado

Barra de 1 kilo de ouro
Por Ranjeetha Pakiam
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(Bloomberg) O ouro caminha para o maior prejuízo semanal em 15 meses à medida que a mudança de natureza hawkish – viés de alta dos juros – do Federal Reserve causou o aumento do dólar.

Autoridades sinalizaram que o endurecimento da política monetária pode ocorrer antes do esperado, e o presidente Jerome Powell afirmou que o banco central iniciaria uma discussão sobre diminuir as compras de títulos, utilizada para apoiar mercados financeiros e a economia durante a pandemia.

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A mudança surpreendentemente hawkish do Fed de adiantar o início do aumento das taxas o coloca no caminho de anunciar formalmente a redução na reunião de setembro e desacelera a compra mensal de títulos no valor de US$ 120 bilhões em novembro, segundo economistas da Barclays Plc.

“A redução afetou o ouro com maior intensidade, e esses efeitos podem durar algumas sessões”, afirmou Edward Moya, analista sênior de mercados da Oanda Corp. “O ouro está em queda, mas as perspectivas de longo prazo, por fim, atrairão compradores. As apostas de longo prazo no ouro estão chegando a US$ 1.750, mas algumas pessoas vão esperar para ver se chegam a US$ 1.675”.

Apesar de o Fed acelerar o ritmo de endurecimento da política, Powell alertou que as discussões sobre o aumento das taxas de juros seriam “muito prematuras”.

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O ouro aumentou 0,3 ponto percentual, chegando a US$ 1.778,09 por onça às 8h52 em Singapura, após cair para $1.767,34 na quinta-feira, patamar mais baixo desde 3 de maio. Os preços caíram 5,3 pontos percentuais nesta semana, a maior queda desde março de 2020. A prata, o paládio e a platina aumentaram. O Bloomberg Dollar Spot Index caiu 0,1 ponto percentual, trazendo o ganho desta semana para 1,5%.

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