Mudanças climáticas são responsáveis por 37% das mortes ligadas ao calor, diz estudo

Países mais afetados estão no sul da Europa, com Espanha, Grécia e Itália sofrendo alguns dos maiores aumentos na mortalidade relacionada ao calor

Estudo mostra aumento de mortalidade ligado às altas temperaturas
Por Adam Majendie

(Bloomberg) Mais de uma em cada três mortes relacionadas ao calor em todo o mundo pode ser atribuída à mudanças climáticas antropogênicas, segundo artigo publicado na revista Nature Climate Change. Em análise de quase 30 milhões de mortes em 43 países, com dados de 1991 a 2018, o estudo constatou que, em média, 37% das mortes são resultado do aquecimento global causado pela humanidade, com a proporção aumentando para além de 75% em certas regiões.

“O aumento da mortalidade é evidente em todos os continentes”, afirma o artigo, que inclui contribuições de pelo menos 70 cientistas. “Os fardos variavam geograficamente, mas eram da ordem de dezenas a centenas de mortes por ano em diversos locais.”

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O artigo mostra que o nível de aquecimento varia em diferentes lugares do globo, com alguns lugares registrando poucas mudanças desde os tempos pré-industriais, enquanto outros viram as temperaturas médias subirem bem mais de 1º C. Da mesma forma, o nível de mortalidade devido a temperaturas mais altas varia amplamente. Por exemplo, um dia de 31˚C (88 graus Fahrenheit) em Chicago - o 99º percentil da estação de calor - foi associado a um aumento de 36% em risco de mortalidade, de acordo com o estudo. Mas um dia de 28˚C em Berlim (o 99º percentil para aquela cidade) aumentou o risco em 57%.

Os resultados indicam que alguns dos países mais afetados estão no sul da Europa, com Espanha, Grécia e Itália sofrendo alguns dos maiores aumentos na mortalidade relacionada ao calor devido às mudanças climáticas. Outras regiões intensamente atingidas incluem Irã e Kuwait, Tailândia e Filipinas no sudeste asiático, e vários países da América Central e do Sul.

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