Bloomberg Línea — Os principais anúncios de captação da semana se dividiram entre operações de dívida e equity. A Pravaler informou que levantou R$ 770 milhões para apoiar o financiamento estudantil e a 77Sol lançou uma unidade proprietária de crédito, com um FIDC de R$ 140 milhões.
Do lado de equity, a mexicana Primero atraiu Kaszek e General Catalyst para liderarem um seed de US$ 12 milhões. E a brasileira Pluggy captou US$ 3,5 milhões, em aporte liderado pela DGF.
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Veja os detalhes dos aportes abaixo:
Pravaler
O Pravaler, edfintech de financiamento estudantil privado no Brasil, concluiu o maior ciclo de captação de sua história de 25 anos, com cerca de R$ 770 milhões em crédito privado em 2026, alta de 30% ante os R$ 588 milhões do ano anterior. Uma emissão do ciclo, de aproximadamente R$ 390 milhões, teve demanda cerca de três vezes o volume ofertado.
O destaque do período foi o Parcela Fácil, produto para instituições de Medicina que ganhou fundo dedicado em 2026 e já soma carteira de R$ 600 milhões, alta de 350% em 18 meses. Em 2025, as instituições parceiras no segmento cresceram 150%. No Brasil, apenas 23% da população entre 25 e 34 anos tem ensino superior completo, ante 48% na média da OCDE.
Os recursos serão usados para financiar cerca de 50 mil novos estudantes nos próximos 12 meses e renovar contratos da carteira existente. Para 2027, o Pravaler planeja manter o ritmo de originação, ampliar a presença em segmentos que considera estratégicos e ampliar parcerias com instituições de ensino.
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77Sol
A 77Sol lançou o Crédito77, a sua operação de crédito próprio, com a captação de R$ 140 milhões em um FIDC com Credit Saison, Icatu Vanguarda e Riza Asset, gestora do fundo administrado pela Oliveira Trust.
A plataforma projeta originar R$ 3 bilhões em financiamentos em 2026, alta de 50% sobre os R$ 2 bilhões do ano anterior. Até aqui, a oferta de crédito era feita por meio de parceria com instituições financeiras
O motor de crédito processa mais de R$ 800 milhões em propostas por mês, com tíquete médio de R$ 22 mil e inadimplência historicamente abaixo de 5%, com mínimas de 2%. A receita se divide entre equipamentos e crédito, com 40% cada, e seguros, com 20%.
A 77Sol também negocia uma nova rodada, a primeira desde 2023, quando levantou R$ 14 milhões com Crescera e EDP Ventures, com fechamento estimado em 6 a 12 meses para acelerar venda de energia excedente.
Primero
A Primero, startup mexicana focada em transformar grandes corporações latino-americanas com inteligência artificial, captou rodada Seed de R$ 62 milhões (US$ 12 milhões), uma das maiores do setor na região.
A rodada foi co-liderada por Kaszek e General Catalyst, com participação de Definition, Conviction, 8VC e investidores-anjo ligados a FEMSA, Bimbo, Aeroméxico e Kimberly-Clark de México.
A companhia atende clientes como Kimberly-Clark de México, a operação mexicana da Smart Fit, Verde Valle, Sede Café e a Secretaria de Desenvolvimento Econômico da Cidade do México.
O seu produto, a Primia, conecta sistemas fragmentados como ERPs e CRMs para dar à IA contexto completo do negócio.
O aporte será usado para expandir as operações da Primero e ampliar a implementação módulo por módulo da Primia em novos clientes na América Latina. A startup avalia trazer a parceria com a Smart Fit também ao Brasil.
Pluggy
A Pluggy captou uma rodada série A de US$ 3,5 milhões, liderada pela DGF, com aportes de Y Combinator e Brazil Venture Capital. Com o aporte, o total captado pela fintech desde a fundação, em 2020, chega a cerca de US$ 6 milhões, volume enxuto sustentado pela rentabilidade da operação desde 2024.
A startup é uma agregadora de dados PJ do Brasil, com quase meio milhão de CNPJs conectados, 500 clientes diretos e alcance de mais de 10 milhões de empresas via ERPs e plataformas de gestão financeira. Atua como Iniciadora de Transação de Pagamento autorizada pelo Banco Central desde junho de 2024 e deve encerrar 2026 com faturamento superior a R$ 25 milhões, triplicando o resultado do ano anterior.
Os recursos serão usados para embarcar novos produtos financeiros no ecossistema da Pluggy e avançar rumo à interoperabilidade entre ERPs e bancos. A startup quer aprofundar a distribuição de serviços financeiros dentro dos softwares de gestão já usados pelas empresas, incluindo novas modalidades de cobrança e pagamento.









