Bloomberg — A Verisure vai incorporar tecnologia externa e investir mais no treinamento de modelos de inteligência artificial (IA) com seus próprios dados, à medida que a empresa sueca de segurança residencial busca tranquilizar os investidores de que é capaz de acompanhar os novos concorrentes.
A Verisure tem utilizado dados de seus 6,4 milhões de assinantes para treinar modelos de IA a fim de distinguir melhor ameaças reais à segurança de alarmes falsos, afirmou o CEO Austin Lally.
A tecnologia já é empregada em seus detectores mais recentes para identificar pessoas e animais e aprimorar o monitoramento em condições externas adversas.
“Temos mais dados de treinamento de alta qualidade do que qualquer outra empresa do setor”, afirmou Lally em entrevista em Estocolmo.
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Essa aposta na IA ocorre em meio ao contínuo escrutínio dos investidores quanto ao impacto da tecnologia na posição competitiva da Verisure. Essas preocupações afetaram as ações em fevereiro, quando a empresa foi atingida por uma onda mais ampla de vendas de títulos de empresas consideradas vulneráveis às mudanças provocadas pela IA.
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Na sexta-feira (25), as ações estavam sendo negociadas a cerca de 40% abaixo do preço de listagem do ano passado, de € 13,25.
Uma das principais preocupações é que os avanços em IA possam tornar os sistemas de segurança mais baratos e automonitorados mais eficientes, reduzindo o apelo de serviços premium, como o monitoramento 24 horas da Verisure.
Rivais tradicionais, como a ADT, também estão investindo em IA. O grupo norte-americano de sistemas de segurança pagou US$ 170 milhões no início deste ano pela Origin AI, adquirindo tecnologia que utiliza sinais de Wi-Fi para identificar a presença humana.
A Verisure seguiu um caminho diferente, licenciando a tecnologia da Origin em um contrato de cinco anos e, ao mesmo tempo, firmando parcerias com outros especialistas.
Sua mais recente parceria é um acordo exclusivo na Europa com a empresa norte-americana Ting Labs, cujo sensor identifica falhas elétricas antes que elas causem um incêndio.
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Lally afirma que a tecnologia da Ting será implantada na Europa a partir de 2027 e vê potencial para distribuí-la por meio de seguradoras.
A Verisure fabricará uma versão europeia do sensor e a integrará ao seu serviço de monitoramento 24 horas, juntamente com produtos como alarmes de fumaça conectados.
O CEO se recusou a divulgar o valor da taxa de licenciamento, mas afirmou que a empresa espera mais do que recuperar o custo com a venda do serviço aos clientes atuais e com a aplicação de preços mais elevados.
O modelo de aprendizado de máquina da própria Verisure ajuda a equipe da central de monitoramento a avaliar alarmes em tempo real. Utilizado na Espanha, França e Itália, ele avaliou quase 4 milhões de alarmes no primeiro trimestre e reduziu os tempos de resposta em 15%, afirmou Lally.
--Com a colaboração de Neil Campling.
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