Bio Ritmo expande para novos países em LatAm de olho em cliente de alta renda

Marca premium do Grupo Smart Fit, de Edgard Corona, pretende ampliar sua presença regional com novas unidades no Chile, na Colômbia e na Costa Rica, segundo contou o CEO para os três países, Camilo Sarasti, em entrevista à Bloomberg Línea

Nova unidade da Bio Ritmo, marca do Grupo SmartFit, no Shopping Ibirapuera, em São Paulo: novo conceito no segmento de academias premium, com atendimento personalizado e direito a serviços como fisioterapia, nutrição e recovery (Foto: Divulgação)
03 de Fevereiro, 2026 | 11:30 AM

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Bloomberg Línea — O Grupo Smart Fit, do empresário Edgard Corona, busca expandir sua marca de alto padrão Bio Ritmo em novos mercados da América Latina, à medida que aumenta a demanda desse segmento da população, disse à Bloomberg Línea Camilo Sarasti, CEO para Colômbia, Costa Rica e Panamá.

Sarasti disse que a expansão da rede de academias premium do grupo brasileiro deve começar pelo Chile, onde será inaugurada a segunda unidade da marca.

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Colômbia e Costa Rica são outros mercados escolhidos para a abertura de sedes da Bio Ritmo, mas isso dependerá de localização adequada.

Para abrir uma unidade, é necessário encontrar um local muito específico, localizado em áreas privilegiadas das cidades, que contem com amplos estacionamentos e uma área de cerca de 1.700 metros quadrados.

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O investimento estimado ultrapassa US$ 1,5 milhão por unidade, o que torna a seleção do espaço um desafio fundamental. “Esperamos que surja a oportunidade de abrir a Bio Ritmo”, disse o executivo.

No Panamá, a rede Bio Ritmo já está em operação e, como referência, a tarifa é 3,3 vezes mais cara do que a tradicional.

No entanto Sarasti explicou que se trata de um nicho de usuários que está disposto a pagar mais e que prefere a exclusividade.

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“É um modelo de academia de alta qualidade, com um preço mais elevado, mas também com um maior grau de personalização”, afirmou.

O executivo explicou que a Bio Ritmo conta com equipamentos de alta qualidade, acabamentos diferentes do formato tradicional, uma oferta diferenciada de aulas e elevados padrões de serviço.

De acordo com um relatório da consultoria Bain & Company, os gastos mundiais em bens e serviços de luxo - que incluem em wellness - chegaram a € 1,44 trilhão (cerca de US$ 1,71 trilhão) no ano de 2025.

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“A relativa estabilidade ocorre apesar dos ventos contrários decorrentes das incertezas econômicas e geopolíticas.”

A Bain & Company estima que o mercado de luxo crescerá a uma taxa de 4% a 6% na próxima década, devido à “expansão da base de consumidores e ao apetite persistente”.

Expansão da marca

O Grupo Smart Fit, por sua vez, se prepara para continuar sua expansão regional após reportar um lucro líquido de R$ 507 milhões entre janeiro e setembro de 2025, um aumento de 33% em relação ao mesmo período de 2024.

A rede de academias fundada por Corona em 2009 no Brasil acaba de atingir a marca de 2.000 unidades nos 16 países em que opera (15 na América Latina e Marrocos), número alavancado pela marca low cost de mesmo nome.

Atualmente, Smart Fit é considerada a quarta maior rede de academias do mundo e a principal da América Latina.

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Até setembro do ano passado, a rede totalizou cerca de 5,2 milhões de clientes, um aumento de 8% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Sarasti explicou que o modelo operacional varia de acordo com o país e combina unidades próprias e franquias.

Além da Bio Ritmo, o grupo opera estúdios especializados franqueados em pilates, funcional e ciclismo.

Mercado em crescimento

Sarasti disse que uma das principais avenidas de crescimento deriva da baixa penetração do mercado fitness em países como a Colômbia.

Enquanto nos Estados Unidos entre 20% e 25% da população frequenta academias, na Colômbia esse número é de apenas 4%, no Brasil, de 5% e, na Argentina, de 8%, de acordo com dados fornecidos pela Smart Fit.

O executivo disse que isso abre uma oportunidade significativa de expansão para a empresa brasileira.

Na Colômbia, a Smart Fit conta atualmente com 225 unidades e o plano é abrir entre 20 e 30 novos pontos adicionais até 2026.

Na Costa Rica e no Panamá, o plano da Smart Fit prevê até quatro novas inaugurações no total, uma vez que são mercados menores e com maior nível de saturação relativa.

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Em relação à América Central, ele destacou que a Smart Fit opera sob franquia em Honduras, Guatemala e El Salvador e que continuará a crescer nesses mercados. No Caribe, a empresa possui franquias na República Dominicana.

“Na operação direta, por enquanto, o foco está principalmente na Colômbia e na Argentina, onde há uma grande oportunidade de crescimento”, destacou Sarasti.

Ele disse que o grupo ainda é relativamente pequeno na Argentina em termos de participação no mercado, de modo que isso representa uma oportunidade: uma parte importante do crescimento da Smart Fit virá desse país nos próximos anos.

Sobre a Venezuela, ele indicou que não há planos concretos por enquanto, embora tenha reconhecido que “é um mercado muito atraente” que continua sob observação, dependendo da evolução econômica e política.

Na segunda-feira (2), as ações da Smart Fit na B3 eram negociadas a R$ 22,52, com um avanço de cerca de 16% em 12 meses. Em meados de janeiro, o Citi fixou um preço-alvo de R$ 35 por ação para a empresa.