Produção da Petrobras cresce 16% no 1º trimestre; venda de derivados sobe 2,9%

A petroleira estatal atribui o desempenho principalmente ao aumento da eficiência operacional e à redução do volume de perdas associadas a paradas para manutenções

produção petrobras

Bloomberg Línea — A produção média de óleo, líquidos de gás natural e gás natural da Petrobras (PETR3, PETR4) no primeiro trimestre alcançou 3,23 milhões de barris (boed), alta de 16,1% na comparação anual, informou a estatal na noite desta quinta-feira (30).

Segundo a companhia, o resultado se deve principalmente ao aumento das operações (ramp-up) de plataformas e eficiência operacional em diversos campos, bem como a redução do volume de perdas associadas a paradas para manutenções.

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No período, entraram em operação 10 novos poços produtores. A petroleira atribuiu ao fortalecimento dos sistemas de produção o elevado patamar de eficiência dos ativos, o que incluiu tanto o pré-sal quanto o pós-sal.


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O avanço ocorre no momento de alta dos preços do petróleo e derivados no mercado global, em razão da guerra no Oriente Médio, o que eleva as preocupações sobre os efeitos sobre a inflação e a política monetária.

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No primeiro trimestre, a produção de óleo na camada pré-sal cresceu 17,8% sobre igual período do ano passado, para 2,1 milhões de boed. No pós-sal e ultra profundo, o avanço foi de 10%. Os volumes de gás natural subiram 16,5% na mesma base de comparação.

No negócio de derivados, a Petrobras reportou no trimestre um aumento da produção total de 6,4% sobre igual período de 2025, para 1,8 milhão de bpd.

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Diesel, querosene de aviação (QAV) e gasolina representaram 68% da produção total de derivados de janeiro a março.

Segundo a estatal, a maior produção possibilitou o aumento das vendas no país e, consequentemente, a redução das importações.

No trimestre, as vendas de derivados no mercado interno registraram alta de 2,9% em relação a igual intervalo de 2025, o que segundo a Petrobras demonstra o “aumento da competitividade da companhia em mercados estratégicos e sua eficiência operacional” diante de um cenário de recuperação da atividade econômica.

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O fator de utilização total (FUT) do parque de refino atingiu o patamar de 95%, 6 pontos percentuais acima do trimestre anterior, em meio às incertezas do mercado global. Em março, o indicador atingiu 97,4%, maior utilização do parque desde dezembro de 2014.

Ainda em março, houve recorde de produção de diesel S10 (com menor nível de enxofre), que é um derivado “estratégico para a companhia e para o país, por ser menos poluente e ter baixo impacto ambiental”, aponta a Petrobras.

No trimestre, as exportações de óleo tiveram um aumento de 73,9% sobre igual intervalo do ano passado, impulsionado principalmente pelos maiores volumes de produção. A China e a Índia elevaram as compras da Petrobras no período.

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