iFood protocola ação judicial contra a Keeta por práticas anticompetitivas

Ação alega suposta prática de preços predatórios e também o aliciamento ilícito de restaurantes que tem contratos de exclusividade com o iFood; Keeta afirma que ação é uma estratégia do iFood ‘para manter sua posição dominante no setor’

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Bloomberg — O iFood protocolou uma ação judicial em São Paulo contra a Keeta por supostas condutas anticompetitivas, em nova tentativa de interromper o avanço da concorrente chinesa no mercado de delivery brasileiro.

A ação, apresentada perante uma vara Empresarial e de Conflitos de Arbitragem na capital paulista, alega suposta prática de preços predatórios e também o aliciamento ilícito de restaurantes que tem contratos de exclusividade com o iFood, segundo comunicado enviado por e-mail pela iFood.

A empresa alega inclusive o suposto uso de incentivos para quebra de exclusividade e acesso a dados confidenciais.

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A ação desta semana segue em paralelo a uma queixa apresentada pelo iFood contra a Keeta junto ao Cade no fim de agosto, em que acusava a unidade da chinesa Meituan de usar preços artificialmente baixos para sufocar a concorrência.

O mercado de entrega no Brasil tem atraído gigantes do país asiático em busca de crescimento e escala em mercados estrangeiros.

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Mesmo após a chegada da Keeta e da 99, controlada pela também chinesa Didi, o iFood segue líder do mercado local de entregas, com cerca de 100 milhões de usuários ativos mensais e operação em mais de 2.000 cidades, segundo estimativas da Sensor Tower.

A Keeta registrava 4,6 milhões no fim do terceiro trimestre, enquanto a 99, que também oferece entrega de mercadorias e serviço de carona, tinha 37 milhões de usuários.

“Exemplos internacionais mostram que os restaurantes se veem obrigados a operar com margens negativas, para manter o consumidor que foi fidelizado a partir de preços artificialmente baixos”, disse Lucas Pittioni, vice-presidente Jurídico, de Políticas Públicas e M&A do iFood.

A Keeta afirmou que a decisão é uma estratégia “para manter sua posição dominante no setor, atacando uma empresa entrante que busca fomentar um mercado competitivo em benefício de todo o ecossistema de entrega de comida”.

“O Brasil é o único mercado do mundo dominado por um monopólio dessa proporção no segmento de entrega de refeições”, disse a Keeta em nota.

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