Mercados asiáticos indicam abertura em queda ainda sob peso de PIB da China

Apesar de ganhos em Wall Street no início da semana, investidores no Oriente estão impactados pelos números aquém do esperado da segunda maior economia do mundo

Ações de empresas como o Alibaba seguem na mira de investidores em ativos de tecnologia (Foto: Qilai Shen/Bloomberg)
Por Jason Scott
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Bloomberg — As ações asiáticas devem cair na abertura desta terça-feira (18), apesar dos ganhos em Wall Street nesta segunda (17), já que a lenta recuperação econômica da China provocou cortes nas previsões de crescimento local. Um alerta da secretária do Tesouro dos EUA, Janet Yellen, de que isso pode causar efeitos em cascata na economia global, afetou o sentimento do investidor.

Os contratos futuros de Hong Kong e da Austrália apontaram para quedas modestas na terça, enquanto as ações japonesas serão negociadas após um feriado.

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Nos Estados Unidos, cresce o otimismo de que o Federal Reserve está chegando ao fim de seu ciclo de aperto monetário à medida que a ameaça de inflação diminui.

O S&P 500 subia 0,4%, e o Nasdaq 100, de ações de alta tecnologia, quase 1%, com a Activision Blizzard avançando depois que a Microsoft está mais próximas de concluir a sua aquisição.

Embora o sentimento de apetite ao risco tenha aumentado nos EUA, a preocupação cresce na Ásia depois que os números econômicos decepcionantes da China divulgados na segunda-feira levaram economistas de vários grandes bancos a rebaixar as perspectivas para o segundo maior PIB do mundo.

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JPMorgan Chase, Morgan Stanley e Citigroup cortaram suas projeções de crescimento em 2023 para 5%, colocando em risco a meta oficial do Produto Interno Bruto de cerca de 5%.

Nas horas após a divulgação dos dados, que ajudou a empurrar as ações em Xangai para baixo na segunda-feira, aumentaram os pedidos de investidores para que Pequim injetasse estímulos reais em sua economia em declínio. Ações de empresas tech como o Alibaba foram também afetadas.

Yellen disse em uma entrevista à Bloomberg TV que “muitos países dependem do forte crescimento chinês para promover a expansão em suas próprias economias, particularmente nos países da Ásia, e o crescimento lento na China pode ter algumas repercussões negativas para os Estados Unidos”.

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Ainda assim, Yellen disse que, embora o crescimento dos EUA tenha desacelerado, o mercado de trabalho parece bastante forte e ela não espera que uma recessão atinja a maior economia do mundo. A nação está em um “bom caminho” para reduzir a inflação sem um grande enfraquecimento no mercado de trabalho, disse ela.

Nos EUA, o próximo ponto de pressão para os mercados serão os balanços, com centenas de empresas reportando seus números trimestrais nas próximas semanas.

As empresas do S&P 500 devem registrar uma queda de 9% nos lucros no segundo trimestre, o que significaria a pior temporada desde 2020, segundo dados compilados pela Bloomberg Intelligence. Na Europa, pode ser ainda pior, com uma queda projetada de 12%.

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“Os touros em alta podem ser prejudicados por rachaduras na economia e nos lucros corporativos”, disse Saira Malik, diretora de investimentos da Nuveen. “Observando os ganhos corporativos do S&P 500 como um indicador, as estimativas dos analistas continuam sendo revisadas para baixo tanto no segundo trimestre de 2023 quanto no ano inteiro.”

No mercado de commodities, os contratos futuros de petróleo caíram com os traders avaliando dados decepcionantes da China e a volta do fornecimento da Líbia contra sinais de um mercado mais apertado. Os futuros do trigo saltaram depois que a Rússia encerrou um acordo de exportação de grãos, comprometendo uma importante rota comercial da Ucrânia. E o ouro pouco mudou de preço.

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