Bloomberg — Investidores têm reforçado suas estratégias de proteção das carteiras antes do segundo turno das eleições conforme as pesquisas apontam para uma disputa acirrada entre Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
O risk reversals de um mês do real — que reflete o prêmio que operadores em opções estão dispostos a pagar para se proteger contra uma desvalorização da moeda — subiu para 9%, o nível mais alto desde 2011.
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O sentimento também mudou no mercado acionário, com investidores buscando proteção contra uma queda do Ibovespa.
A demanda por opções de venda, ou puts, saltou, enquanto os contratos em aberto de opções de compra, ou calls, caiu mais de 30% em relação ao pico do início de outubro, fazendo com que a diferença entre esses dois tipos de opções praticamente desaparecesse.
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A cautela renovada do mercado ocorre em meio a pesquisas que mostram empate entre os candidatos. Levantamento da AtlasIntel divulgado ontem trouxe Flávio com 51% dos votos e Lula com 49%.
O forte desempenho de Fávio no primeiro turno, quando terminou inesperadamente à frente de Lula, desencadeou o maior rali dos ativos brasileiros em anos, com o dólar caindo até 5% e o Ibovespa saltando 8% em um único dia.

“Após o primeiro turno, o mercado correu e precificou quase 100% de probabilidade de vitória do Flávio, mas na semana passada o Lula melhorou nos trackings e pesquisas”, disse Lucca Silva, gestora de ações da Persevera Asset Management. “Então a forma como o mercado passou a operar esse cenário muito binário foi via opções.”
Os risk reversals de um mês no ETF iShares MSCI Brasil estão no nível mais caro desde a pandemia de Covid e, no índice doméstico, o prêmio das opções de venda é o mais alto desde abril de 2025.
Embora Flávio tenha fornecido poucos detalhes sobre suas propostas econômicas, os investidores esperam que seu governo seja mais prudente em termos fiscais, cortando gastos e ajudando a criar espaço para taxas de juros mais baixas.
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