Bloomberg — Os futuros das ações dos EUA sobem nesta terça-feira (7), enquanto investidores aguardam o prazo do presidente Donald Trump para que o Irã feche um acordo de paz.
Os contratos do S&P 500 subiram 0,1%, enquanto o Stoxx 600 europeu avançou 0,6%. O Brent reduziu ganhos e ficou próximo de US$ 110 por barril, e o índice do dólar caiu 0,2%.
O prazo de Trump expira às 20h (horário do leste dos EUA), com foco no Estreito de Ormuz. Embora as negociações estejam “indo bem”, ele ameaçou destruir infraestrutura iraniana caso não haja acordo.
“Não está claro que haja um catalisador evidente para a mudança no sentimento do mercado”, disse Emma Moriarty, gestora de portfólio da CG Asset Management. “À medida que nos aproximamos do prazo, sem evidência de acordo, é possível que os mercados assumam um cenário TACO — de novo adiamento.”
Os rendimentos dos Treasuries de 10 anos ficaram estáveis em 4,33%, enquanto o ouro subiu 0,7%, para cerca de US$ 4.680 a onça.
O prazo de Trump representa mais um momento crítico na guerra, que já matou milhares e provocou a maior disrupção já vista no mercado global de petróleo. O Irã lançou sete mísseis balísticos e drones contra a Arábia Saudita, enquanto Israel relatou novos ataques iranianos.
A tensão no mercado de petróleo também aparece nos prêmios elevados para entrega imediata: antes do feriado de Páscoa, o Brent datado superou US$ 140 por barril, o maior nível desde 2008.

🔘 As bolsas ontem (06/04): Dow Jones Industrials (+0,36%), S&P 500 (+0,44%), Nasdaq Composite (+0,54%), Stoxx 600 (-0,18%), Ibovespa (+0,06%)
Veja a seguir outros destaques desta manhã de terça-feira (7 de abril):
- Guerra no Oriente Médio. O Irã manteve os ataques no Golfo mesmo após o ultimato de Donald Trump por um cessar-fogo. Os EUA ameaçam destruir a infraestrutura iraniana caso não haja acordo, enquanto Teerã promete retaliar e mantém as restrições no Estreito de Ormuz.
- Cobre vulnerável. O Goldman Sachs alerta que o cobre pode voltar a cair se o bloqueio do Estreito de Ormuz persistir, elevando custos de energia e afetando o crescimento global. O metal acumula queda de 7% com a escalada do conflito, apesar de ainda negociar acima do patamar considerado justo pelos analistas.
- Universal Music em foco.A gestora de Bill Ackman propôs adquirir a Universal Music por cerca de € 56 bilhões. A proposta inclui pagamento em dinheiro e ações, e forçaria uma listagem nos EUA, algo que a UMG vinha adiando. A oferta depende do aval do principal acionista, Vincent Bolloré.
→ Assine a newsletter matinal Breakfast, uma seleção da Bloomberg Línea com os temas de destaque em negócios e finanças no Brasil e no mundo.
-- Com informações da Bloomberg News.
Veja mais em bloomberg.com
Leia também
Investidor que apoiou o Facebook em 2005 mira startups brasileiras fora da onda da IA







