Bloomberg Línea — O Ibovespa (IBOV) encerrou a semana com perdas em uma sessão de forte correção nos mercados internacionais depois da divulgação de dados de emprego mais fortes do que o esperado nos Estados Unidos, o que reforçou as apostas de que o Federal Reserve pode elevar a taxa de juros ainda neste ano.
O principal índice da B3 fechou em queda de 0,77%, aos 169.019 pontos. A bolsa brasileira acumulou queda de 2,7% na semana, marcando uma sequência inédita de oito semanas consecutivas de perdas.
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Desde o pico, em 14 de abril, o Ibovespa acumula perda de 15,2%. No ano, o avanço é de 4,9%.
A expectativa de juros mais elevados nos Estados Unidos pesou sobre as moedas de países emergentes. O dólar disparou e fechou cotado a R$ 5,17, com alta de 2%.
Nos Estados Unidos, uma onda vendedora de ações de tecnologia derrubou os principais índices de ações de Nova York.

O que desencadeou o movimento no mercado foram os dados da folha de pagamento dos Estados Unidos, divulgados nesta sexta-feira (5).
A criação de vagas fora do setor agrícola (nonfarm payrolls) aumentou em 172 mil em maio, após revisões para cima dos dados dos dois meses anteriores. O resultado superou todas as previsões em maio e representou o avanço mais forte em três meses em mais de dois anos.
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A taxa de desemprego permaneceu em 4,3%, enquanto o ganho médio por hora trabalhada avançou 0,3%.
Entre os ativos brasileiros, a Vale (VALE3) foi a ação mais impactada entre as blue chips. Os papéis da mineradora recuaram 3,78% e foram a maior influência negativa em volume.
A queda da Petrobras também pesou. A ação preferencial da estatal (PETR4) perdeu 0,87%.
Os bancos tiveram desempenho misto. Bradesco e Itaú Unibanco subiram, enquanto Banco do Brasil e BTG Pactual tiveram perdas. O Santander Brasil fechou perto da estabilidade.
A Equatorial (EQTL3) e a Copasa (CSMG3) recuaram em meio às deliberações no processo de privatização. A Equatorial foi a única a apresentar proposta para atuar como investidora estratégia depois da desistência de um grupo que incluía Itaúsa e Aegea.
Já a Embraer (EMBJ3) subiu depois de a empresa fechar contrato firme para 15 jatos com a locadora de aeronaves Azorra. O Magazine Luiza avançou após o Citi elevar a recomendação dos papéis de venda para neutro.
— Com informações da Bloomberg News
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