Cinco coisas que você precisa saber para começar esta terça-feira

Investidores reagem à ata do Copom que não indica o aumento da intensidade do corte na taxa Selic e a dados da balança comercial chinesa aquém do esperado

Ata da última reunião do Copom não prevê cortes mais intensos na Selic nos próximos meses
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Bloomberg Línea — Os investidores nesta terça-feira (8) reagem à divulgação da ata do Comitê de Política Monetária (Copom), que indicou que a redução da taxa de juros na reunião da semana passada ocorreu em razão da melhora do quadro inflacionário, mas enfatizou a divisão entre membros do comitê. Além disso, os integrantes acreditam que um ritmo mais intenso de queda da Selic não deve se concretizar.

Na China, a recuperação econômica parece estar mais distante do que o esperado. Dados mostraram que as exportações de julho registraram sua maior queda desde fevereiro de 2020, enquanto as importações também caíram mais do que os economistas esperavam.

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Outro assunto que preocupa os traders hoje é o rebaixamento de 10 bancos pequenos e médios dos Estados Unidos, como US Bancorp, Bank of New York Mellon, State Street e Truist Financial.

Segundo a Moody’s, custos de financiamento mais altos, possíveis fraquezas relacionadas a capital regulatório e riscos crescentes vinculados a empréstimos imobiliários comerciais em meio ao enfraquecimento da demanda por escritórios estão entre as tensões que levaram à revisão.

Enquanto isso, analistas de grandes bancos dos EUA como o Citi acreditam que o S&P 500 deve continuar sua trajetória de ganhos neste ano.

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Confira a seguir cinco destaques desta terça-feira (8):

1. Ata do Copom

O Copom do Banco Central (BC), em ata, afirmou que “julga como pouco provável uma intensificação adicional do ritmo de ajustes, já que isso exigiria surpresas positivas substanciais que elevassem ainda mais a confiança na dinâmica desinflacionária prospectiva”.

Segundo os integrantes do BC, uma confiança mais forte para reduções mais significativas da Selic só aconteceria com uma alteração significativa dos fundamentos da dinâmica da inflação, tais como “uma reancoragem bem mais sólida das expectativas, uma abertura contundente do hiato do produto ou uma dinâmica substancialmente mais benigna do que a esperada da inflação de serviços”.

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Ainda na ata, os membros do Copom afirmaram que foi observada a necessidade de manter uma política monetária ainda contracionista pelo horizonte relevante para que se consolide a convergência da inflação para a meta e a ancoragem das expectativas.

Na semana passada, a taxa de juros do Brasil foi reduzida em 0,50 ponto percentual, indo de 13,75% para 13,25% ao ano.

2. Otimismo no mercado

Estrategistas do Citigroup (C) acreditam que a retração “ordenada” das ações americanas na semana passada reduziu o risco de uma onda vendedora caótica e, na contramão, preparou o terreno para o S&P 500 obter mais ganhos.

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O posicionamento otimista para os futuros do S&P 500 diminuiu na semana passada, reduzindo alguns dos riscos de curto prazo que preocupavam os investidores, disse Chris Montagu, do Citi.

Isso ocorre depois que Michael Wilson, do Morgan Stanley (MS), considerado uma das vozes mais pessimistas de Wall Street, alertou que os altos gastos do governo que ajudaram a estimular o crescimento econômico são insustentáveis.

3. Mercados

Os rendimentos dos títulos despencaram em todo o mundo e as ações recuaram com uma série de notícias sobre bancos da China, da Itália e dos EUA, o que alimenta preocupações sobre o sistema financeiro e a economia global.

Os bancos registraram as perdas mais acentuadas na Europa depois que a Itália anunciou um imposto inesperado sobre lucros, fazendo com que as ações da UniCredit e da Intesa Sanpaolo caíssem mais de 6%.

Os investidores também estarão observando de perto as finanças dos EUA depois que a Moody’s baixou as classificações de crédito para 10 bancos de pequeno e médio porte e alertou sobre os riscos ligados ao setor imobiliário comercial.

O sentimento do investidor também foi atingido depois que a China divulgou mais dados que mostraram que seu motor econômico continua falhando. As exportações tiveram a maior queda desde o início de 2020, no início da pandemia de covid, e as importações se contraíram no mês passado.

O Hang Seng China Enterprises Index e um indicador das ações de mineração europeias caíram cerca de 2%. Os preços das commodities recuaram, com petróleo e cobre perdendo cerca de 1%.

4. Manchetes dos principais jornais

Estadão: Novo ensino médio: vai ter mais aula obrigatória, será período integral, como fica o Enem? Veja as mudanças

Folha de S. Paulo: Líderes do Congresso e partidos pressionam por fundo eleitoral recorde para 2024

O Globo: Governo enfrenta embate com bancada evangélica após resolução do CNS sobre aborto e maconha

Valor Econômico: Brasil beira R$ 5 trilhões em consumo e reforça desigualdade regional

5. Agenda

Nos Estados Unidos, às 9h15, no horário de Brasília, acontece o discurso de Harker, do Fomc. Às 9h30, são divulgados dados sobre as exportações, as importações e a balança comercial de junho. Às 13h, é publicada a perspectiva energética de curto prazo da EIA. Às 14h, acontece o leilão americano note a três anos. Por fim, às 17h30, são divulgados os estoques de petróleo bruto semanal API.

Na China, às 22h30 será publicado o IPC.

-- Com informações da Bloomberg News

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