Bloomberg Línea — Os investidores continuam reagindo nesta sexta-feira (22) às decisões de política monetária nos Estados Unidos e no Brasil.
O apetite ao risco foi reacendido após a reunião do Federal Reserve (Fed), alimentando apostas de que os formuladores de políticas monetárias irão conseguir um pouso suave para a economia dos EUA com três cortes de taxa de juros este ano.
Na Europa, um afrouxamento surpresa pelo Banco Nacional Suíço e uma postura mais dovish por parte dos formuladores de políticas do Banco da Inglaterra (BoE, na sigla em inglês) adicionaram otimismo, impulsionando as ações e os títulos públicos.
As perspectivas para flexibilização monetária pelo Banco Central Europeu (BCE) estão melhorando, embora isso não signifique necessariamente que haverá uma sequência de reduções nas taxas de juros assim que o processo começar, afirmou Joachim Nagel, membro do conselho do BCE.
No Brasil, a reprovação do presidente Lula oscilou de 30% para 33%, enquanto a aprovação passou de 38% para 35%, na comparação com dezembro, segundo dados do Datafolha.
Confira a seguir cinco destaques desta sexta-feira (22):
1. Déficit dentro da faixa
O mercado aguarda nesta sexta-feira o relatório de receitas e despesas do governo, que deve indicar possibilidade de cumprimento do déficit zero neste ano.
O documento deve indicar que o déficit está no caminho certo para terminar o ano dentro da faixa de tolerância de 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB) exigida pelo arcabouço fiscal, de acordo com uma pessoa familiarizada com o assunto que falou à Bloomberg News.
Como resultado da arrecadação, é provável que o governo tenha de congelar menos do seu orçamento do que o anteriormente esperado, e Fernando Haddad deve evitar, ao menos por ora, cortes de despesas em grande escala que teriam provocado uma irritação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A decisão sobre a meta será tomada em junho, quando o governo deverá divulgar o seu segundo relatório fiscal anual.
2. Juros no Reino Unido
O Banco da Inglaterra preparou o terreno para uma mudança rumo a cortes nos juros após uma das reviravoltas mais bruscas no guidance, com os investidores apostando agora em junho para o primeiro corte das taxas.
Em apenas dois meses, o banco central britânico reposicionou-se de um viés para custos de empréstimos mais altos para estar preparado para reduções.
Dois dos formuladores de política monetária mais agressivos do BoE abandonaram seus pedidos por aumentos nas taxas na quinta-feira (21), deixando de lado uma posição que muitos consideravam fora de sintonia com os dados recentes.
3. Mercados
As ações caminham para sua melhor semana do ano depois de uma série de reuniões de bancos centrais indicarem que uma virada para uma política monetária mais flexível está a caminho, inclusive nos Estados Unidos.
O índice global de ações da MSCI subiu mais de 2% na semana até agora, enquanto o S&P 500 caminha para um avanço de 2,4%, o maior desde meados de dezembro.
O benchmark de ações da Europa caminhava para sua mais longa sequência semanal de ganhos em mais de uma década. Já os Treasuries subiram pelo quarto dia consecutivo, levando o rendimento dos títulos de 10 anos à uma queda de quase 10 pontos-base desde segunda.
Na sessão desta sexta-feira, o índice Stoxx 600, da Europa, operava de lado, enquanto os futuros dos EUA avançavam.
4. Manchetes dos principais jornais
Estado de S. Paulo: Participação de estrangeiros na compra de empresas brasileiras em 2023 foi a maior em uma década
Folha de S. Paulo: Datafolha: 58% dos brasileiros são contra o fim da reeleição
O Globo: Após noite com pouca chuva, Rio mantém previsão de temporal para a tarde de hoje
Valor Econômico: Espaço para despesa sem amarras acaba em 2033, prevê Tesouro
5. Agenda
Brasil:
- 8h: Confiança do Consumidor FGV
- 10h30: Receita Tributária Federal
- 17h30: BRL – Posições líquidas de especuladores no relatório da CFTC
Estados Unidos:
- 10h: Discurso de Jerome Powell, presidente do Fed
- 13h: Discurso de Michael Barr, vice-presidente de Supervisão do Fed
- 14h: Contagem Total de Sondas dos EUA por Baker Hughes
- 17h: Discurso de Raphael Bostic, membro do FOMC
- 17h30: Petróleo - Posições líquidas de especuladores no relatório da CFTC - 233,8K
- 17h30: Ouro - Posições líquidas de especuladores no relatório da CFTC - 201,6K
- 17h30: Nasdaq 100 - Posições líquidas de especuladores no relatório da CFTC - 1,4K
- 17h30: S&P 500 - Posições líquidas de especuladores no relatório da CFTC - -239,8K
Zona do Euro:
- 14h: Pronunciamento de Philip Lane, do BCE
- 17h30 - EUR - Posições líquidas de especuladores no relatório da CFTC
-- Com informações da Bloomberg News









