Bloomberg Línea — A sessão desta quarta-feira (13) é repleta de índices econômicos, a começar pelos dados de exportação e importação na China e a balança comercial do país. A divulgação da inflação ao produtor nos Estados Unidos também será acompanhada de perto.
Com os dados do CPI mostrando que a taxa de inflação dos EUA caiu para o nível mais baixo em dois anos, o dólar recuou para o menot patamar em 15 meses.
O dado também marca um passo importante para acabar com a inflação persistentemente alta – e possivelmente também com o forte aperto monetário do Federal Reserve (Fed).
Na zona do euro, hoje foi publicada a ata do Banco Central Europeu (BCE). Na última reunião, o BCE aumentou a taxa em 0,25 ponto percentual.
Confira a seguir cinco destaques desta quinta-feira (13):
1. Os dados da China
As exportações da China contraíram 12,4% em dólares em junho em relação ao ano anterior, o segundo mês consecutivo de quedas e a maior baixa desde o impacto da covid, no início de 2020.
As exportações para os EUA caíram quase 24%, em seu 11º mês consecutivo de contração, e também o pior resultado desde o início da pandemia.
As importações também caíram 6,8%, evidenciando a fragilidade da economia nacional e o impacto da guerra tecnológica com os EUA e seus aliados.
“Vemos pouca pausa para as exportações da China no segundo semestre, já que os EUA provavelmente entrarão em uma recessão leve, enquanto a economia da zona do euro provavelmente permanecerá fraca”, escreveu Duncan Wrigley, economista-chefe para a China da Pantheon Macroeconomics, em nota após a divulgação dos dados.
2. Dólar em queda
O dólar tem desafiado as previsões de uma queda prolongada desde pelo menos o início do ano, mas os principais gestores de patrimônio dizem que o rali da divisa está agora com os dias contados.
O movimento acontece em meio às elevadas taxas de juros dos EUA, que se aproximam do pico de alta, e do aperto agressivo do Federal Reserve, que começa a afetar o mercado mundial.
Diante desse cenário, os investidores estão apostando em quais moedas se beneficiarão com a queda do dólar. “Existem muitas oportunidades de câmbio no momento”, disse Jim Leaviss, diretor de investimentos de renda fixa pública da M&G Investments. “Muitas moedas de mercados emergentes parecem baratas.”
Na quarta-feira (12), a moeda fechou em queda em relação ao real, cotada a R$ 4,82, com desvalorização de 0,69%.
3. Mercados
O sentimento de apetite ao risco se estende nos mercados por mais um dia, com as ações subindo e o dólar caindo para o menor patamar em 15 meses.
As ações europeias ampliam o rali de quarta-feira, que viu o índice Stoxx 600 subir 1,5%. Já os futuros de ações dos EUA avançam após sólidos ganhos em Wall Street.
Os investidores estão voltando a investir em ações depois que preocupações com taxas de juros mais altas e uma possível recessão reduziram o apetite por risco. O índice de referência europeu está no meio de sua mais longa sequência de alta desde meados de abril e quase apagou as perdas do segundo semestre.
Os dados de quarta-feira (12) mostraram que a taxa de inflação dos EUA caiu para uma mínima de dois anos, enquanto um relatório sobre os preços ao produtor dos EUA, que será divulgado ainda hoje, deve mostrar uma queda em relação ao ano anterior.
4. Manchetes dos principais jornais
Estadão: Tarcísio se contrapõe a Lula e diz que vai ampliar escolas cívico-militares em SP após fim do programa federal
Folha de S. Paulo: TCU quer anular R$ 7,2 bilhões de liberações suspeitas da gestão Bolsonaro na educação
O Globo: Reforma Tributária vai alterar o imposto sobre herança? Saiba se é melhor doar os bens em vida
Valor Econômico: Leilões já previstos de infraestrutura podem levantar R$ 126 bi
5. Agenda
Nos Estados Unidos, o dia começa com a divulgação do núcleo do IPP, dos pedidos iniciais por seguro-desemprego e do IPP às 9h30, no horário de Brasília. Às 15h, é publicado o balanço orçamentário federal. Às 17h30, é publicado o Balance Sheet, do Fed. Waller, do Fed, discursa às 19h45.
Na China, às 23h, será realizada a coletiva de imprensa do DNE.
-- Com informações da Bloomberg News e Filipe Serrano
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