Bloomberg Línea — Os investidores estão focados em analisar a divulgação extensa de dados econômicos dos últimos dias nesta quarta-feira (27).
No Brasil, o Banco Central (BC) continua no radar, com a participação do presidente da autarquia, Roberto Campos Neto, na Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados.
Mais tarde, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reúne com Campos Neto e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad.
Nos Estados Unidos, os republicanos e democratas do enado fecharam um acordo para evitar um “shutdown” do governo, prorrogando o financiamento do governo americano até novembro.
Confira a seguir cinco destaques desta quarta-feira (27):
1. Lula se reúne com Campos Neto
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente do BC, Roberto Campos Neto, estão prestes a ter sua primeira reunião presencial desde que Lula iniciou seu mandato em janeiro e lançou uma campanha para pressionar a autoridade monetária a reduzir as taxas de juros para impulsionar o crescimento na maior economia da América Latina.
Campos Neto procurou Lula em uma carta solicitando uma reunião, de acordo com duas fontes com conhecimento do assunto que falaram à Bloomberg News.
O presidente concordou, mas pediu que o Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, também participasse. Eles devem se encontrar nesta quarta-feira à noite no Palácio do Planalto em Brasília, de acordo com as agendas públicas de Lula e Campos Neto.
2. “Shutdown” nos EUA
Os Estados Unidos estão caminhando para uma paralisação do governo em 1º de outubro. Os líderes do Senado apresentaram um projeto de lei que pode manter o governo funcionando até meados de novembro e forneceria US$ 6 bilhões em assistência à Ucrânia para evitar o chamado “shutdown”.
O projeto foi submetido a uma votação, mas não está claro se será aprovado na Câmara. Enquanto isso, o presidente da Câmara dos Representantes, Kevin McCarthy, conseguiu iniciar um debate sobre uma série de projetos de lei de gastos conservadores para o ano todo. No entanto, McCarthy ainda precisa garantir apoio para sua própria medida temporária.
Uma paralisação do governo dos Estados Unidos teria um efeito econômico em cascata, começando de forma branda e se aprofundando ao longo do tempo, à medida que milhões de trabalhadores ficassem sem salário, empreiteiras privadas não fossem pagas e a incerteza do consumidor crescesse em relação à disfunção de Washington.
3. Mercados
O forte sell-off de títulos se acalmou. O dólar se estabilizou enquanto as ações lutam em busca de uma direção única.
Na Europa, os principais índices acionários operam próximos da estabilidade. Os futuros de ações dos EUA subiam cerca de 0,3% por volta das 8h50 (horário de Brasília).
Os rendimentos dos títulos do Tesouro dos EUA caíram quatro pontos-base, revertendo uma máxima de 16 anos provocada pela especulação de que o Federal Reserve manterá uma política restritiva até o próximo ano, ou mais.
4. Manchetes dos principais jornais
Estadão: Bancada ruralista reage ao STF, inicia obstrução em votações e adere à PEC que limita poderes do tribunal
Folha de S. Paulo: Proposta para precatórios beira contabilidade criativa, dizem economistas
O Globo: Ministérios devem perder R$ 20 bilhões para governo federal elevar gasto na Saúde
Valor Econômico: Governo não segue alerta da área técnica do Fisco e inclui receita incerta no Orçamento
5. Agenda
Hoje, às 9h, no horário de Brasília, acontece o discurso de Enria, membro do Banco Central Europeu (BCE), que pode trazer sinalizações sobre a política econômica europeia.
Às 09h30, serão divulgados importantes indicadores econômicos nos EUA, como os Núcleos de Pedidos de Bens Duráveis, que podem afetar o mercado financeiro. Na área de energia, às 11h30, os estoques de petróleo bruto e de petróleo em cushing serão divulgados nos EUA, influenciando os preços do petróleo.
Por fim, às 14h, ocorrerá um leilão americano de notas a 5 anos, que pode afetar as taxas de juros nos EUA.
Também às 09h30, teremos os dados sobre empréstimos bancários no Brasil, oferecendo informações sobre a economia nacional. Além disso, às 14h30, o Fluxo Cambial Estrangeiro no Brasil será monitorado, indicando movimentos de capital estrangeiro no país.
-- Com informações da Bloomberg News
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