As ações mais recomendadas para julho

Também no Breakfast: A visão da Cury para um cenário mais estável | O plano da Itaúsa para ampliar fatia na Aegea| O impulso dos carros chineses no mercado do Brasil

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Bloomberg Línea — Este é o Breakfast - o seu primeiro gole de notícias. Uma seleção da Bloomberg Línea com os temas de destaque no mundo dos negócios e das finanças. Bom dia!

Depois de quatro meses seguidos de queda do Ibovespa, os investidores chegam a julho mais cautelosos com suas posições na bolsa brasileira.

O principal ponto de atenção é a perda de fôlego do fluxo estrangeiro: desde o pico em 14 de abril, investidores internacionais já retiraram cerca de R$ 36,2 bilhões da B3.

A isso se soma a incerteza em torno dos juros, tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos.

O resultado é um mês marcado pela cautela. Mesmo com as ações brasileiras negociando a múltiplos considerados baratos, a falta de catalisadores de curto prazo levou boa parte das dez casas consultadas pela Bloomberg Línea a reforçar nomes mais defensivos em suas carteiras recomendadas de julho.

⇒ Leia a reportagem: As ações mais recomendadas para julho, segundo 10 bancos e corretoras

No radar dos mercados

As ações globais operam em queda nesta quarta-feira (8), após o presidente Donald Trump declarar encerrado o cessar-fogo entre os EUA e o Irã. O petróleo Brent avançou 6,3%, para US$ 79 o barril.

- Conflito no Oriente Médio. O presidente Donald Trump declarou encerrado o cessar-fogo provisório com o Irã após uma nova rodada de ataques dos EUA e a revogação de uma isenção para vendas de petróleo iraniano. A escalada do conflito ameaça o acordo de cessar-fogo e voltou a pressionar os preços do petróleo.

- Mudança de posições em IA. A Nvidia perdeu cerca de US$ 1 trilhão em valor de mercado desde maio, e suas ações passaram a negociar abaixo dos múltiplos do S&P 500 e do Nasdaq 100. A queda reflete uma rotação dos investidores em IA para empresas de memória e rivais em chips.

- Disputa pelo Porto Sudeste. O Global Infrastructure Partners, controlado pela BlackRock, e a Stonepeak avaliam propostas pelo terminal de minério de ferro no Rio de Janeiro, avaliado em cerca de US$ 5 bilhões e controlado por Trafigura e Mubadala, segundo fontes que falaram à Bloomberg News.

→ Leia a matéria completa sobre o que guia os mercados hoje

🔘 As bolsas ontem (07/07): Dow Jones Industrials (-0,25%), S&P 500 (-0,45%), Nasdaq Composite (-1,16%), Stoxx 600 (+0,65%), Ibovespa (-0,25%)
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Destaques da Bloomberg Línea:

Cury projeta cenário mais estável para manter crescimento após trimestre de incertezas

Santander Brasil: ação cai 21% no ano e desconto em relação à matriz atinge recorde

Itaúsa planeja ampliar fatia na Aegea em aumento de capital de até R$ 1,5 bilhão

• Também é importante: Rappi troca comando no Brasil em meio a maior concorrência no mercado de delivery | Com receita projetada de US$ 9 bi e polêmicas, Copa reforça poder de Infantino na Fifa

• Opinião Bloomberg: Fracasso das apostas de Musk e Zuckerberg em IA pode revelar oportunidades inesperadas

• Para não ficar de fora: Carros chineses impulsionam mercado no Brasil, mas reduzem peso da produção nacional

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Equipe Breakfast: Filipe Serrano (Managing Editor, Brasil), Daniel Buarque (Editor-assistente, Brasil) e Naiara Albuquerque (Editora-assistente, Brasil)