Ações globais caem com impasse no Oriente Médio; Brent supera US$ 100 o barril

Queda das bolsas ocorre após recordes em NY, enquanto petróleo sobe com impasse nas negociações no Oriente Médio

NO RADAR DOS MERCADOS

Bloomberg — As ações globais operam em queda nesta quinta-feira (23), à medida que as negociações de paz no Oriente Médio permanecem em impasse. O petróleo voltou a subir acima de US$ 100 por barril.

Os futuros do S&P 500 caíram 0,6%. O índice de referência dos EUA havia atingido um recorde histórico na sessão anterior e acumulado ganhos de mais de 9% em abril, impulsionado por uma série de resultados corporativos fortes e pela mais longa sequência de alta já registrada entre fabricantes de chips.

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O Brent subiu 2,5%, para cerca de US$ 104,50 o barril, enquanto EUA e Irã seguem bloqueando o Estreito de Ormuz após não conseguirem avançar em novas negociações.

Os fabricantes de semicondutores continuaram a subir no pré-mercado. A Texas Instruments liderou com alta de 10%, impulsionada pela forte demanda de empresas que constroem data centers. Já empresas de software caíram depois que a ServiceNow afirmou que contratos têm sido adiados por causa da guerra.

American Airlines Group, Lockheed Martin e Intel estão entre as companhias relevantes que devem divulgar resultados nesta quinta-feira.

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“A falta de progresso nas negociações entre EUA e Irã pode trazer um ajuste de realidade para os mercados acionários após uma forte recuperação”, disse Emmanuel Cau, chefe de estratégia de ações europeias do Barclays.

“É difícil ver muito mais espaço de alta sem avanços mais decisivos em direção à paz. Os resultados até agora são bons, o que ao menos oferece algum suporte fundamental.”

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Ações globais nesta quinta-feira (23) de abril de 2026
🔘 As bolsas ontem (22/04): Dow Jones Industrials (+0,69%), S&P 500 (+1,05%), Nasdaq Composite (+1,64%), Stoxx 600 (+0,35%), Ibovespa (-1,65%)

Veja a seguir outros destaques desta manhã de quinta-feira (23 de abril):

- Vendas da L’Oréal em alta. As ações da empresa saltaram até 9,8% em Paris, maior alta intradiária em quase 16 anos, após crescimento de 7,6% nas vendas do 1º trimestre, impulsionado por produtos profissionais e dermatológicos. O desempenho superou as vendas aquém do esperado na China.

- Volume da Heineken sob pressão. A cervejaria registrou queda de 0,8% nos volumes no 1º trimestre, com fraqueza na Europa e nas Américas e desempenho inferior ao de concorrentes. Apesar de manter o guidance, a empresa enfrenta um ambiente mais desafiador, com custos elevados.

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- IA como motor de expansão. O Boston Consulting Group gerou 25% da receita com serviços de IA em 2025, impulsionando contratações e projetos com clientes. A receita cresceu 7%, em ritmo mais lento, enquanto a empresa aposta na IA como principal motor de expansão.

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-- Com informações da Bloomberg News.

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