Pobreza na Argentina cai ao menor nível desde 2018 e atinge nova mínima sob Milei

De acordo com dados do Indec, o índice de pobreza ficou em 28,2% no segundo semestre de 2025, uma redução de 9,9 pontos percentuais em um ano

Milei’s Austerity Plan Pushes Argentina Into Recession In First Quarter
Por Belén Escobar (BR)
31 de Março, 2026 | 05:48 PM

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Bloomberg Línea — A pobreza na Argentina terminou 2025 com um recuo acentuado, situando-se em 28,2% da população, de acordo com dados divulgados nesta terça-feira (31) pelo Indec, o órgão oficial de estatísticas do país.

O resultado indica que a pobreza caiu 9,9 pontos percentuais (p.p.) na comparação interanual e 3,4 p.p. em relação ao semestre anterior.

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O indicador havia encerrado 2024 em 38,1%, enquanto no primeiro semestre de 2025 o instituto de estatísticas havia calculado que a pobreza afetava 31,6% das pessoas no país.


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No final do segundo semestre de 2023, a pobreza alcançava 41,7%, e na primeira fase do governo de Javier Milei havia chegado a tocar 52,9%.

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O ministro da Economia, Luis Caputo, destacou nas redes sociais que “a incidência da pobreza foi a mais baixa desde o primeiro semestre de 2018”.

Leia também: Austeridade de Milei enfrenta teste com desaceleração econômica e menor arrecadação

“A forte queda na pobreza e na indigência se sustentam no crescimento econômico, no processo de desinflação e no reforço dos programas sociais sem intermediários desde o início da gestão”, destacou o titular da pasta.

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A indigência, em queda

A indigência também recuou, segundo os dados oficiais. Na segunda metade de 2025, situou-se em 6,3% da população, após subir para 6,9% no primeiro semestre e atingir um pico de 18,1% nos primeiros seis meses de 2024.

Em relação ao segundo semestre de 2024, a incidência da indigência se reduziu em 1,9 ponto percentual.

Onde há maior pobreza na Argentina

O relatório do Indec também aponta que a pobreza não afeta de forma igual todo o território argentino.

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Na Grande Buenos Aires, no final de 2025, afetava 28,3% das pessoas; em Cuyo (região localizada no centro-oeste, tradicionalmente formada pelas províncias de Mendoza, San Juan e San Luis), subia para 32,3%; e no Nordeste do país, 32,7%. Já no Noroeste chegava a 28,4% e na região dos pampas, a 26,2%.

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Belén Escobar

Belén Escobar (BR)

Repórter - Argentina